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Leia: Após ser alvo da PF, Faissal ironiza: “Que horas são no meu rolex?”; VEJA VÍDEO
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9 de junho de 2026 12:53

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OpiniãoMT > Blog > Política > Após ser alvo da PF, Faissal ironiza: “Que horas são no meu rolex?”; VEJA VÍDEO
Política

Após ser alvo da PF, Faissal ironiza: “Que horas são no meu rolex?”; VEJA VÍDEO

última atualização: 9 de junho de 2026 10:44
Jornalista Mauad
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6 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

Após se tornar um dos alvos da Polícia Federal na Operação Gemini, deflagrada na manhã da última segunda-feira, dia 8 de junho, o deputado estadual Faissal Calil (PL) usou as redes sociais na mesma noite para ironizar o caso.

Em um vídeo publicado no perfil dele nas redes sociais, o parlamentar aparece pedalando pelas ruas de Várzea Grande e aproveita o momento para debochar sobre os itens de luxo confiscados pelos agentes federais.

No vídeo, gravado em tom descontraído, Faissal comenta sobre o fato de ter sido alvo de mandados de busca e apreensão domiciliar e questiona de forma irônica.

“Que horas são no meu Rolex?”, disparou o deputado, fazendo referência direta ao relógio de luxo de R$ 200 mil apreendido pela PF durante a operação.

O QUE DIZ O DEPUTADO

Apesar da ironia nas redes sociais, Faissal Calil concedeu entrevista para detalhar a versão dele sobre o ocorrido. Ele negou veementemente qualquer participação no suposto esquema e garantiu que o relógio citado, assim como armas de grosso calibre ou joias recolhidas pela PF, não foram encontrados na residência dele e não lhe pertencem.

O parlamentar explicou que recebeu as equipes policiais com total tranquilidade no início da manhã da última segunda, e que colaborou de forma irrestrita. Ele entregou o aparelho celular voluntariamente e digitou a senha para os investigadores.

“Não tem nada a ver com o meu mandato de deputado. É uma decisão do STJ. Nós não temos ainda ciência do teor dessa decisão. Eu estou aqui pronto para esclarecer todos os fatos. Quem não deve, não teme. Não tem nenhuma transação econômica minha com ele [o desembargador]. Isso aí não é verdade. E eu sou o mais interessado para que isso seja esclarecido o mais rápido possível”, declarou o parlamentar.

Faissal ressaltou ainda que, desde que deixou o Poder Judiciário para assumir o mandato eletivo na Assembleia Legislativa, rompeu os vínculos profissionais que mantinha no Tribunal.

“Desde que eu virei deputado, que eu saí do Tribunal de Justiça, eu perdi todo o meu contato. Eu simplesmente me afastei. Então, isso não é verdade. Pode investigar o que for. Eu estou muito tranquilo. Dei meu iCloud, fez tudo o que a polícia pediu, eu fiz aqui para eles. Eu não me esquivei nenhum minuto. Em casa eles não encontraram nada. Eles queriam meu celular, dei na hora e acendi o iCloud. Que façam o melhor uso dele”, concluiu.

ENTENDA A OPERAÇÃO GEMINI

A Operação Gemini corresponde à segunda fase da Operação Sisamnes e foca em desarticular uma suposta organização criminosa voltada para a venda de decisões judiciais, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com ramificações e vazamento de informações sigilosas vindas do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

As ordens judiciais de busca e apreensão e quebras de sigilo fiscal, bancário e telemático foram expedidas pelo próprio STJ. Além de Faissal, os alvos centrais são o advogado Bruno Castro e o desembargador afastado do TJMT, Dirceu dos Santos.

Durante as buscas nos endereços ligados aos investigados, a Polícia Federal localizou objetos de alto valor financeiro que reforçam as teses de ocultação de bens. Além do relógio Rolex avaliado em mais de R$ 200 mil, os policiais apreenderam armas de grosso calibre, incluindo um fuzil e um revólver com farta munição, e 11 canetas de luxo da marca Montblanc, cujos valores individuais flutuam entre R$ 7 mil e R$ 11 mil.

A ACUSAÇÃO DA PF: FAISSAL COMO “BRAÇO OPERACIONAL”

Segundo o relatório oficial emitido pela Polícia Federal, o grupo movimentou cerca de R$ 3,2 milhões em espécie através de triangulações bancárias sem lastro, muitas delas oriundas de empresas do agronegócio que possuíam disputas de terras tramitando no TJMT.

A PF aponta que o desembargador Dirceu dos Santos comandava um complexo esquema financeiro e que utilizava Faissal Calil, que atuou como assessor de gabinete do magistrado entre 2017 e 2018, como suposto operador de confiança.

“O magistrado utilizava-se de um operador econômico, advogado e parlamentar estadual, de estrita confiança que funcionava como seu verdadeiro braço operacional e longa manus para o recebimento de vantagens indevidas, quitação de passivos familiares e triangulações imobiliárias simuladas com terceiros (‘laranjas’). As condutas buscavam conferir aparência de licitude ao proveito dos crimes”, apontou a PF.

PATRIMÔNIO DE R$ 16 MILHÕES E APARTAMENTO SOB SUSPEITA

O desembargador Dirceu dos Santos está afastado das funções no TJMT desde março deste ano por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), onde responde a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por corrupção e nepotismo cruzado.

De acordo com o CNJ, em cinco anos o magistrado acumulou uma evolução patrimonial de R$ 16 milhões, totalmente incompatível com os seus rendimentos de servidor público. Um dos focos da investigação é um apartamento de alto padrão, avaliado em R$ 1 milhão, localizado no Edifício Vila Real, no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá. A PF aponta que este imóvel teria sido repassado ao desembargador por meio de uma suposta operação de permuta simulada envolvendo o deputado Faissal Calil.

VEJA VÍDEO

https://opiniaomt.com.br/wp-content/uploads/2026/06/video-faissal.mp4
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