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4 de junho de 2026 17:46

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OpiniãoMT > Blog > Artigos > ARTIGO: Vida e Morte em Cristo
Artigos

ARTIGO: Vida e Morte em Cristo

última atualização: 4 de junho de 2026 16:33
Jornalista Mauad
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4 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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Quanto mais pesquiso sobre o que Jesus nos ensinou, mais me surpreendo ao estar finalmente entendendo o verdadeiro significado da vida e da morte em Cristo. Compreendo, agora, que Ele não se refere somente à vida e morte carnais. A cada leitura me convenço que, em verdade, tudo o que nos ensinou também diz respeito ao espirito.

Percebo, sinceramente, que a medida em que mais ostentamos na vida física ou material, menos nos dedicamos a seus ensinamentos. A mim, tudo o que Ele disse leva a considerar que os desejos, as posses materiais e a disputa pelo poder pouco existem sob seu ponto de vista. Entendo, assim, que os conceitos de “vida” e de “morte” no dizer de Jesus Cristo não se alinham somente com nossa existência biológica e que o Evangelho não é apenas um manual de conduta moral para o bem-estar terreno, mas, sim, é também, um chamado à compreensão da existência do espírito.

Existe uma dimensão muito maior operando nos bastidores da nossa existência e que desvenda seu verdadeiro significado. Nós temos mania de nos focar nas definições orgânicas e celulares de vida e morte, e acaba que perdemos de vista uma camada que é puramente espiritual. Se prender só a biologia, é ignorar o que realmente nos faz viver.

O que tem valor junto a Ele são os procedimentos que se diferenciam das questões materiais, pois são aplicáveis concomitantemente nas considerações espirituais. O amor ao próximo, a mansidão e a pureza de coração não encontram lastro nas convenções humanas; pertencem a outra dimensão. Nosso Senhor não dialoga com o acúmulo ou com o domínio, Ele atua na lógica do esvaziamento do ego para o preenchimento do ser.

Parece meio contraditório, não é mesmo? Somos treinados para achar que o sucesso vem de adicionar mais coisas. Mais dinheiro, mais títulos, mais poder, mas a verdadeira realização só chega quando a gente abre mão, intencionalmente, de todo esse egoísmo. Só assim sobra espaço para preencher o ser com o que importa de verdade.

Então, quanto mais nos libertarmos das vinculação às coisas terrenas, tais como sentir a dor da perda ou as consequências de algo que fizermos, e soubermos separar isto do desejo de Deus ao nos ensinar sobre o valor das coisas espirituais, mais passaremos a caminhar convictos em sua direção. Frequentemente confundimos esses momentos com a sobriedade da vontade divina. Caminhar em direção a Jesus Cristo exige desatar os nós que nos amarram ao chão do apego.

A matéria, contudo, não deve ser desprezada, mas sim ressignificada. Dar sentido à vida é nos fazer conscientes da necessidade de utilizá-la para fazer o bem. O corpo e o tempo histórico são a oficina onde o espírito trabalha; é na densidade do mundo material que temos a oportunidade prática de manifestar a caridade, exercer a paciência e semear o amor.

A vida terrena é o meio; o aperfeiçoamento do espírito é o fim. Sob essa perspectiva, a morte deixa de ter significância, pois na verdade ela não é um fim e sim um recomeço. Ela perde seu poder de terror e sua força trágica, deixando de ser um abismo de aniquilação para se revelar como aquilo que verdadeiramente é: uma transição, é sair da oficina, mudar de endereço, evoluir e aprimorar o espírito para, a cada vez, chegar mais perto de nosso senhor Jesus Cristo.

*Marcelo Augusto Portocarrero

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