*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Uma ação conjunta entre as polícias Civil e Militar resultou na descoberta de um crime bárbaro na tarde da última quarta-feira, dia 3 de maio, no município de Aripuanã, interior de Mato Grosso. Ana Beatriz Silva Lopes, de 24 anos, foi sequestrada, submetida a sessões de tortura e executada por integrantes de uma facção criminosa que opera na região. Dois homens de 27 anos foram presos em flagrante no local.
A investigação teve início após a Polícia Militar receber denúncias anônimas informando que a jovem, moradora do distrito de Conselvan, estava sendo mantida em cárcere privado. Segundo as informações preliminares, ela havia sido levada à força por membros da facção e estaria escondida em uma boate na zona urbana de Aripuanã.
Com base no relato, equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar montaram uma operação imediata para tentar localizar e resgatar a vítima. Ao chegarem ao estabelecimento indicado, localizado no bairro Vila São José Operário, os agentes perceberam uma movimentação suspeita. Populares apontaram para o imóvel onde o crime estava ocorrendo.
Ao se aproximarem, os policiais constataram que a porta dos fundos do imóvel estava aberta e entraram no local. No chão da cozinha, as equipes encontraram o corpo de Ana Beatriz já sem vida, envolto em um lençol.
De acordo com a perícia inicial, a jovem estava amarrada e apresentava diversos sinais de violência pelo corpo, confirmando que ela foi severamente torturada antes de ser morta pelos criminosos.
Durante a incursão policial na casa de prostituição, os dois suspeitos de 27 anos tentaram escapar da prisão. Um deles tentou fugir correndo e reagiu agressivamente contra os policiais, sendo necessário o uso da força moderada para contê-lo e algemá-lo.
O segundo acusado foi localizado pelas equipes escondido embaixo de uma mesa de sinuca do estabelecimento, onde recebeu voz de prisão imediata.
Ambos foram detidos e conduzidos à Delegacia de Polícia Civil de Aripuanã para o registro da ocorrência e autuação.
O caso está sendo tratado oficialmente pelas autoridades como homicídio doloso consumado, sequestro e cárcere privado.
A Polícia Civil agora trabalha para apurar a real motivação do crime e identificar se há outros envolvidos na execução de Ana Beatriz.
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