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Leia: Plantonista de clínica terapêutica tem prisão preventiva decretada em Cuiabá por matar paciente e forjar suicídio
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21 de outubro de 2026 21:53

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OpiniãoMT > Blog > Cuiabá > Plantonista de clínica terapêutica tem prisão preventiva decretada em Cuiabá por matar paciente e forjar suicídio
Cuiabá

Plantonista de clínica terapêutica tem prisão preventiva decretada em Cuiabá por matar paciente e forjar suicídio

Jornalista Mauad
Publicado em: 2 de junho de 2026
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4 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/Opinião MT

O juiz Moacir Rogério Tortato, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, converteu em preventiva a prisão em flagrante do plantonista Odiley Rodrigues de Souza, de 42 anos. Ele é acusado de matar o paciente Alessandro Sidinei Braga, de 38 anos, dentro de uma clínica terapêutica na capital, e de tentar alterar a cena do crime para forjar um suicídio por enforcamento.

O crime ocorreu na manhã do último domingo, dia 31 de maio, e está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) como homicídio qualificado e fraude processual.

Durante a audiência de custódia, o magistrado justificou a necessidade de manter o acusado preso ressaltando que a liberdade dele ofereceria um risco real à instrução criminal. O juiz Moacir Rogério Tortato destacou a existência de indícios contundentes de alteração da cena do crime e pontuou que testemunhas ouvidas no caso manifestaram explícito temor em relação ao autuado.

A decisão considerou comprovada a materialidade do delito e apontou indícios suficientes de autoria com base no interrogatório do próprio acusado, que mencionou um suposto surto decorrente de doença psiquiátrica da vítima e uma posterior tentativa de contenção.

O CRIME: CONTENÇÃO VIOLENTA E ABANDONO

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, a vítima, Alessandro Sidinei, teria entrado em surto psicótico durante a noite. Odiley era o único funcionário responsável pelo plantão noturno de uma ala que abrigava outros 42 internos.

Para conter o paciente, o plantonista aplicou um golpe conhecido como “mata-leão” para imobilizá-lo. A polícia agora apura se o suspeito utilizou apenas os braços ou se fez o uso de uma corda para realizar a amarração. Alessandro teve os braços amarrados para trás e foi deixado trancado em um quarto junto com outros internos. Após a ação violenta, o funcionário não retornou ao cômodo para verificar o estado de saúde do paciente, que foi encontrado morto na manhã seguinte.

A FARSA DO SUICÍDIO E A COAÇÃO DA TESTEMUNHA

Inicialmente, o caso foi comunicado ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) como um suicídio por enforcamento. Ao chegarem à clínica, os investigadores da DHPP e os peritos criminais encontraram o corpo de Alessandro com marcas de corda no pescoço. Odiley chegou a sustentar a versão de que o paciente havia tirado a própria vida utilizando a janela do quarto. No entanto, a equipe pericial identificou imediatamente diversas inconsistências entre os vestígios físicos e o relato do plantonista.

Diante das evidências técnicas, Odiley confessou aos policiais que alterou a cena do crime para despistar as autoridades. Ele admitiu também que coagiu um dos internos da clínica para que confirmasse a versão falsa de suicídio. Ouvida pelos policiais, a testemunha confirmou a tentativa de fraude processual e revelou que aceitou mentir inicialmente por medo de sofrer represálias dentro da instituição.

O inquérito policial segue em andamento na DHPP. O delegado responsável pelo caso aguarda a conclusão dos laudos oficiais de necropsia, de análise do local de crime e de traumatologia forense para concluir o caso e remetê-lo ao Ministério Público do Estado.

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