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Leia: Rússia e China assinam acordos para uma Nova Ordem Mundial
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21 de outubro de 2026 22:26

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OpiniãoMT > Blog > Mundo > Rússia e China assinam acordos para uma Nova Ordem Mundial
Mundo

Rússia e China assinam acordos para uma Nova Ordem Mundial

Rússia e China reforçam parceria estratégica, ampliam acordos bilaterais e defendem estabilidade global durante reunião em Pequim.

Redação OPMT
Publicado em: 21 de maio de 2026
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5 Minutos de Leitura
Rússia e China assinam acordos para uma Nova Ordem Mundial
Vladimir Putin e Xi Jinping durante encontro bilateral em Pequim para assinatura de acordos estratégicos entre Rússia e China. Imagem: OpiniãoMT.
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A aproximação entre Rússia e China ganhou novos capítulos nesta quarta-feira (20), após o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping, realizarem uma rodada de negociações em Pequim voltada ao fortalecimento da cooperação política, econômica e energética entre os dois países. O encontro ocorreu no Grande Salão do Povo e reuniu autoridades das duas nações em meio a um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e disputas comerciais globais.

Durante a reunião, Moscou e Pequim reforçaram o discurso de alinhamento estratégico e defenderam maior estabilidade internacional, principalmente no Oriente Médio. Os líderes também destacaram a necessidade de ampliar a comunicação entre os governos e acelerar projetos conjuntos nas áreas de tecnologia, energia e inteligência artificial.

Rússia e China assinam acordos de cooperação

Ao longo do encontro bilateral, as delegações firmaram uma declaração conjunta de coordenação estratégica considerada abrangente pelos dois governos. Além do documento principal, foram assinados cerca de 20 acordos envolvendo diferentes setores da cooperação entre China e Rússia.

Entre as medidas anunciadas está a extensão da política chinesa de isenção de visto para cidadãos russos até o fim de 2027. A iniciativa deve facilitar viagens comerciais, intercâmbio empresarial e circulação de profissionais entre os dois países.

Cooperação energética ganha destaque

A área energética permaneceu como um dos principais temas das negociações. Vladimir Putin destacou que Moscou e Pequim possuem grande potencial para ampliar investimentos em energia renovável e projetos de infraestrutura energética.

A China consolidou-se nos últimos anos como principal parceira comercial da Rússia, especialmente após as sanções econômicas impostas por países ocidentais em decorrência da guerra na Ucrânia. Com restrições no mercado europeu, o governo russo intensificou a exportação de petróleo e gás natural para o território chinês.

Dados preliminares apontam que as exportações russas de petróleo para a China registraram crescimento expressivo no primeiro trimestre de 2026, fortalecendo ainda mais os laços comerciais entre os dois governos.

Xi Jinping e Putin defendem estabilidade global

Na abertura das conversas, Putin classificou a parceria entre Moscou e Pequim como um importante elemento de equilíbrio internacional. O presidente russo também chamou Xi Jinping de “querido amigo”, evidenciando a proximidade política construída nos últimos anos.

Xi, por sua vez, ressaltou a confiança política existente entre as duas nações e defendeu a redução das tensões no Oriente Médio. Segundo o líder chinês, o encerramento de conflitos armados poderia contribuir para diminuir impactos negativos nas cadeias globais de suprimentos, no setor energético e no comércio internacional.

China mantém posição cautelosa sobre guerra na Ucrânia

Embora Pequim continue afirmando publicamente que mantém neutralidade em relação à guerra na Ucrânia, países ocidentais criticam o governo chinês por manter relações econômicas e tecnológicas próximas da Rússia.

Analistas internacionais apontam que a China continua fornecendo componentes considerados importantes para a indústria tecnológica e de defesa russa, mesmo diante da pressão diplomática do Ocidente. Além disso, exercícios militares conjuntos entre os dois países têm se tornado mais frequentes.

Especialistas avaliam que Pequim tenta equilibrar sua parceria estratégica com Moscou sem comprometer totalmente suas relações comerciais com os Estados Unidos e a União Europeia.

Relação entre Rússia e China se fortaleceu após 2022

Os laços entre Xi Jinping e Vladimir Putin se aprofundaram desde o início da ofensiva militar russa contra a Ucrânia, em 2022. Desde então, o presidente russo passou a visitar a China regularmente, enquanto os dois governos ampliaram acordos comerciais e cooperação diplomática.

Antes da viagem a Pequim, Putin declarou que a relação bilateral alcançou um nível “sem precedentes”. Xi também afirmou que a cooperação entre os dois países segue avançando em diferentes áreas estratégicas.

Encontro ocorre após visita de Donald Trump

A reunião entre Xi e Putin aconteceu poucos dias após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitar Pequim. A sequência de encontros chamou atenção de analistas internacionais, que enxergam uma movimentação diplomática relevante por parte do governo chinês.

Especialistas acreditam que Moscou busca compreender se a recente aproximação entre China e Estados Unidos poderá gerar impactos nos interesses russos. Ao mesmo tempo, Xi Jinping tenta fortalecer sua imagem internacional como um líder capaz de dialogar com diferentes potências globais.

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