*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Em uma entrevista explosiva na estreia do podcast “PODOpinar”, apresentado por Haroldo Arruda e a jornalista Sêmia Mauad, o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) não poupou críticas a aliados e adversários. Durante a conversa, o parlamentar mato-grossense abordou desde o cenário político nacional, envolvendo a família Bolsonaro, até projetos locais polêmicos, como a proibição de cães da raça Pitbull e a presença de animais em circos.
DEFESA DE FLÁVIO BOLSONARO E O “FATOR ZEMA”
O ponto alto da entrevista do deputado estadual foi a defesa enfática dele ao senador Flávio Bolsonaro (PL) em relação ao recente vazamento de áudios envolvendo o empresário Daniel Vorcaro. Cattani questionou a seletividade das investigações e minimizou o conteúdo das gravações.
“Por que que só o Flávio Bolsonaro tem o áudio vazado? O áudio nada mais é do que cobrando um contrato de R$ 2 milhões e pouco para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro, feito com recursos privados e atores internacionais. Diferente da esquerda, que usaria dinheiro público, eles buscaram o setor privado”, afirmou Cattani.
O deputado também aproveitou para enterrar qualquer possibilidade de aliança entre Flávio e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), para 2026. Após Zema classificar as atitudes de Flávio como “imperdoáveis”, Cattani classificou o mineiro como “traidor”.
“O Zema hoje mostrou quem ele é. Assim que a esquerda fez uma narrativa, ele correu para se beneficiar e tentar tomar o lugar do Flávio. Para mim, é traição pura. Se ele fizesse isso como vice, tentaria derrubar o Flávio após eleitos”, disparou.
Cattani ainda reiterou a “honestidade da família Bolsonaro”, afirmando que a vida de todos os filhos do ex-presidente foi “revirada do avesso” sem que nada concreto fosse encontrado. Sobre as acusações de “rachadinha”, ele foi categórico.
“Não existiu processo, foi tudo arquivado por falta de veracidade”.
REFORMA AGRÁRIA: “ASSENTADO NÃO É INVASOR”
Cattani, que faz questão de se identificar como assentado da reforma agrária, subiu o tom contra o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Para ele, o movimento é “inimigo” da verdadeira reforma agrária.
“Assentado não tem nada a ver com invasão. O invasor atrapalha a reforma agrária. Eu comprei minha parcela do INCRA, tenho contrato e pago as parcelas”.
O deputado elogiou a gestão de Jair Bolsonaro, afirmando que ele entregou mais de 450 mil títulos de terra, superando a soma dos governos FHC, Lula, Dilma e Temer.
PROJETOS NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
O deputado detalhou dois de seus projetos mais discutidos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Cattani defende a proibição da criação e comercialização da raça Pitbull no estado.
“De 20 casos de ataque, 19 são com Pitbull. A solução é a responsabilidade: o cão deve ser chipado e o dono penalizado criminalmente por ataques”.
O parlamentar defende um substitutivo que permite animais em circos, desde que sob fiscalização rigorosa.
“Proibir não protege. No caso das carroças turísticas, os cavalos foram para o abate. O problema não é a presença do animal, mas os maus-tratos, que devem ser combatidos com regulamentação”.
ANÁLISE POLÍTICA: “DIGORESTE” OU “BOBÓ CHEIRA-CHEIRA”
No quadro descontraído do podcast, Cattani usou expressões regionais para avaliar figuras públicas.
Nunes Marques (TSE): Classificado como “Digoreste” (positivo). “É a esperança de uma eleição limpa”.
Lula e Jornada 6×1: Classificado como “Bobó Cheira-Cheira” (oportunista/negativo). “O Estado obrigar a jornada é escravidão e vai quebrar o comércio”.
Abílio Brunini (sobre áreas invadidas): Mesmo sendo aliado, Cattani deu um “Bobó Cheira-Cheira” para o prefeito da capital, Abílio Brunini, neste tema específico. “O Estado não pode regularizar área invadida, discordo dele nesse ponto”.
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