*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Em uma resposta rápida à violência brutal que chocou o interior de Mato Grosso, a Polícia Civil prendeu em flagrante, na última terça-feira, dia 12 de maio, Douglas Aparecido Ferreira, de 35 anos. Ele é o principal suspeito de estuprar e assassinar a vizinha, Clara Vitória da Silva, de 23 anos, dentro da residência da vítima no bairro Jardim Esmeralda.

A tragédia ocorreu na noite de segunda-feira, dia 11 de maio. O corpo de Clara Vitória foi localizado apenas na manhã seguinte por uma amiga, caído na sala da casa. Ao chegar ao local, a equipe do Samu confirmou a morte, notando imediatamente lesões graves na região da cabeça e indícios claros de violência sexual.
A INVESTIGAÇÃO: O CERCO AO SUSPEITO
A cronologia do crime foi estabelecida através do comportamento digital da vítima. Testemunhas relataram ter mantido contato com Clara até as 21h. A partir daí, ela parou de responder mensagens e, após as 22h, o aparelho já não recebia chamadas.
Com base nesse intervalo, investigadores analisaram câmeras de segurança da vizinhança e identificaram áudios e imagens cruciais.
Entre 21h15 e 21h50, os dispositivos registraram sons compatíveis com agressões físicas, coincidindo com o silenciamento do celular de Clara. Após 15 horas de monitoramento ininterrupto, os policiais flagraram Douglas circulando pela área e arremessando objetos sobre o muro de uma oficina mecânica próxima.
No local indicado, a polícia recuperou dois celulares danificados, uma nota de R$ 50 e um cartão bancário em nome do esposo da vítima.
PROVAS PERICIAIS E ASSÉDIO
As investigações revelaram que o crime pode ter sido premeditado ou motivado por uma obsessão do suspeito. Dias antes do assassinato, Douglas já havia enviado mensagens de conteúdo obsceno para o celular da jovem.
Ao chegarem à residência do acusado, os policiais localizaram as roupas utilizadas no momento do crime. Uma camiseta branca, embora tivesse passado por uma lavagem recente, ainda exibia vestígios de substância semelhante a sangue, que foi encaminhada para perícia.
Diante das evidências, Douglas Aparecido Ferreira recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Tangará da Serra. O aparelho celular dele também foi apreendido para análise de novos dados que possam robustecer o inquérito.
O suspeito agora responde pelos crimes de feminicídio (com qualificadoras que podem agravar a pena) e estupro.
O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que aguarda os laudos definitivos da Politec para concluir o procedimento e encaminhá-lo ao Poder Judiciário.

