O Banco Central informou nesta terça-feira (14) que mais de R$ 10,55 bilhões continuam disponíveis para resgate em bancos e outras instituições financeiras no Brasil. Os dados são referentes a fevereiro de 2026 e fazem parte do Sistema de Valores a Receber (SVR), plataforma criada para permitir que cidadãos e empresas consultem e recuperem recursos esquecidos.
Bancos concentram a maior parte dos valores esquecidos
De acordo com o levantamento, cerca de R$ 8,15 bilhões pertencem a aproximadamente 47 milhões de pessoas físicas. Já as empresas somam R$ 2,4 bilhões disponíveis, distribuídos entre mais de 5 milhões de CNPJs. Em comparação com janeiro de 2026, houve um aumento de R$ 59 milhões no total, considerado o menor crescimento mensal desde setembro do ano anterior.
Grande parte desses recursos está concentrada nos bancos, que acumulam R$ 6,27 bilhões do total. Outras instituições, como administradoras de consórcios, cooperativas de crédito, financeiras e corretoras, também fazem parte do sistema, mas com participação menor.
Valores são, em sua maioria, de baixo montante
Apesar da cifra bilionária, o Banco Central destaca que a maioria dos valores disponíveis é considerada baixa. Cerca de 63% dos beneficiários têm até R$ 10 para receber. Por outro lado, apenas uma pequena parcela — aproximadamente 2% — possui quantias superiores a R$ 1 mil.
Desde a criação do SVR, em 2022, já foram devolvidos mais de R$ 14,14 bilhões. A maior parte desses resgates foi realizada por pessoas físicas, indicando maior adesão desse público ao sistema.
Como consultar valores esquecidos em bancos
A verificação de valores disponíveis deve ser feita exclusivamente pelo site oficial do Banco Central. Para acessar o sistema, é necessário possuir uma conta Gov.br com nível de segurança prata ou ouro, além de autenticação em duas etapas.
O processo de devolução ocorre, preferencialmente, via Pix e pode levar até 12 dias úteis após a solicitação. Desde maio de 2025, também foi implementada a funcionalidade de resgate automático para pessoas físicas que possuem chave Pix vinculada ao CPF, eliminando a necessidade de consultas frequentes.
Atenção a golpes e prazos
O Ministério da Fazenda esclareceu que não existe prazo limite para o resgate dos valores. Os recursos permanecem disponíveis por tempo indeterminado, permitindo que os beneficiários façam a solicitação quando desejarem.
O Banco Central reforça que não realiza contatos diretos com cidadãos para tratar do assunto e não envia links para consulta ou resgate. A orientação é que os usuários acessem apenas os canais oficiais para evitar fraudes e tentativas de golpe.

