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Leia: Secretário que colocou a BYD na ‘lista suja’ da escravidão é demitido pelo governo
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1 de novembro de 2026 21:58

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OpiniãoMT > Blog > Governo Lula > Secretário que colocou a BYD na ‘lista suja’ da escravidão é demitido pelo governo
Governo Lula

Secretário que colocou a BYD na ‘lista suja’ da escravidão é demitido pelo governo

Governo demite secretário após crise envolvendo a inclusão da BYD na lista de trabalho escravo e reação de auditores fiscais.

Redação OPMT
Publicado em: 13 de abril de 2026
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3 Minutos de Leitura
Secretário que colocou a BYD na ‘lista suja’ da escravidão é demitido pelo governo
Fundador da BYD, Wang Chuanfu, e o presidente Lula. Imagem: Ricardo Stuckert/PR
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O governo federal oficializou nesta segunda-feira (13) a exoneração do secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Felipe Brandão de Mello. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e ocorre em meio a um cenário de tensão envolvendo a inclusão da BYD em um cadastro de empregadores investigados por uso de mão de obra em condições análogas à escravidão.

Demissão de secretário gera repercussão interna

Luiz Felipe Brandão de Mello ocupava um dos cargos estratégicos dentro do Ministério do Trabalho, sendo responsável pela área que fiscaliza empresas e determina a inclusão de nomes na chamada “lista suja” do trabalho escravo. A dispensa acontece em um momento de atrito entre auditores fiscais e o ministro do Trabalho, Luiz Marinho.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa nacional, a saída do secretário está diretamente relacionada à recente inclusão da BYD no cadastro. O caso provocou forte reação dentro e fora do governo, ampliando o debate sobre a autonomia das fiscalizações trabalhistas no país.

BYD e a inclusão na lista de trabalho escravo

A inclusão da BYD na lista ocorreu no início de abril, após uma operação de fiscalização identificar supostas irregularidades nas obras de uma fábrica da empresa em Camaçari, na Bahia. Segundo os dados levantados, 163 trabalhadores chineses teriam sido encontrados em condições consideradas inadequadas.

As informações apontam para possíveis violações das normas trabalhistas brasileiras, o que levou à inclusão da companhia no cadastro federal que monitora empregadores envolvidos em práticas irregulares.

Decisão judicial reverte inclusão

Poucos dias depois, em 9 de abril, a Justiça determinou a retirada do nome da BYD da lista. A decisão judicial trouxe novos contornos ao caso e intensificou as discussões sobre os critérios e processos adotados na fiscalização. A rápida reversão da medida também contribuiu para o aumento da pressão política e institucional em torno do episódio, culminando na mudança no comando da Secretaria de Inspeção do Trabalho.

Reação de auditores e acusação de interferência

A Associação Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Anafitra) se manifestou publicamente sobre o caso, classificando a exoneração como uma possível interferência política na atuação técnica da fiscalização. A entidade defende que a autonomia dos auditores é essencial para o combate efetivo ao trabalho análogo à escravidão.

Segundo a associação, medidas como essa podem comprometer a credibilidade das ações de inspeção e gerar insegurança entre os profissionais responsáveis por identificar irregularidades no mercado de trabalho. Apesar da repercussão, o Ministério do Trabalho não se pronunciou oficialmente sobre os motivos da demissão até o momento do fechamento desta matéria.

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