*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A saída de Marcos Pereira da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na manhã desta quinta-feira, dia 12 de março, foi marcada por declarações do homem apontado como o principal suspeito de assassinar a própria irmã, de 17 anos, com requintes de crueldade em Cuiabá. Marcos negou qualquer envolvimento no crime e contestou as provas colhidas até o momento.
Ao ser questionado pela imprensa, Marcos jurou que está sendo vítima de uma acusação injusta. Ele atribuiu a suspeita a um testemunho específico e afirmou que mal tinha contato com a irmã desde que deixou a prisão, há poucos dias.
“Não fui eu que matei ela. Estou pagando um ‘trem’ que não tenho nada a ver. Eu não matei, juro. Foi a mulher que encontrou a roupa e está dizendo que eu tenho alguma coisa a ver”, afirmou Marcos.
O suspeito reforçou que quase não via a vítima. Sobre tirar a própria vida, ele justificou a ação como um ato de desespero diante da acusação.
“Melhor do que pagar por um crime que não fiz é se matar logo”.
CENÁRIO DE HORROR NOS TRÊS BARRAS
Apesar da negativa, os indícios contra Marcos são pesados. O corpo da adolescente, desaparecida desde terça-feira, dia 10 de março, foi encontrado na quarta-feira, dia 11 de março, submerso em um córrego próximo à casa do acusado, no bairro Três Barras. O corpo foi fixado a uma raiz de árvore para não boiar. Uma pedra pesada também foi colocada sobre as costas da vítima para mantê-la no fundo do leito.
HISTÓRICO CRIMINAL: UM RASTRO DE MORTE E ESTUPRO
A Polícia Civil trata a negativa de Marcos com cautela, dado o seu histórico de alta periculosidade. Ele havia acabado de sair do sistema penitenciário e já possuía condenações por estupro de vulnerável, roubo e tráfico de drogas. Além de homicídio e ocultação de cadáver em 2020. Marcos foi condenado por matar Severino Messias Santos, de 56 anos. Na época, ele enterrou a vítima em uma cova rasa nos fundos de uma casa, após desferir diversas perfurações.
O suspeito permanece preso e passa por audiência de custódia ainda hoje.
VEJA VÍDEO
Vídeo: 24 horas MT

