Uma nova pesquisa eleitoral divulgada nesta quarta-feira (11) aponta um cenário de forte equilíbrio na disputa pela Presidência da República em 2026. O levantamento Genial/Quaest mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) empatados nas intenções de voto em uma possível simulação de segundo turno. Os dados indicam mudanças recentes nas preferências do eleitorado e revelam também como se comporta o cenário para o primeiro turno da eleição.
Pesquisa indica empate em eventual segundo turno
De acordo com os números divulgados pela pesquisa Genial/Quaest, Flávio Bolsonaro e Lula aparecem com 14% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno entre os dois nomes. O resultado reflete uma movimentação recente no cenário político, com crescimento nas intenções de voto do senador nas últimas semanas.
Segundo o levantamento, o parlamentar apresentou avanço de três pontos percentuais desde fevereiro. Já o atual presidente registrou queda em relação ao período anterior, quando aparecia com 43% das intenções de voto em simulações semelhantes.
A leitura geral do estudo indica que o senador surge como um dos principais nomes da direita para a disputa presidencial. Dentro desse campo político, ele aparece com desempenho mais competitivo quando comparado a outros possíveis candidatos que poderiam enfrentar Lula.
Comparação com outros possíveis candidatos
A pesquisa também avaliou cenários em que o presidente enfrentaria outros nomes da política nacional em um eventual segundo turno. Nesses casos, Lula mantém vantagem sobre possíveis adversários.
Em uma das simulações apresentadas, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, aparece com 33% das intenções de voto, enquanto Lula registra 42%. Já em um cenário contra o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o presidente alcança 44%, contra 34% atribuídos ao político mineiro.
Os números indicam que, dentro das projeções analisadas pelo instituto, o senador Flávio Bolsonaro seria o nome mais competitivo entre os representantes da direita no confronto direto com o atual chefe do Executivo.
Cenário da pesquisa para o primeiro turno
Quando o foco da pesquisa se volta para o primeiro turno da eleição presidencial, o cenário demonstra pouca alteração em relação aos levantamentos anteriores. No principal quadro estimulado apresentado aos entrevistados, Lula lidera com 37% das intenções de voto.
Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar com 30%, mantendo uma distância relativamente estável em relação ao presidente. Esse resultado repete praticamente os números registrados na rodada anterior da pesquisa, quando Lula também tinha 37% e o senador aparecia com 31%.
Outros nomes citados no levantamento aparecem com percentuais menores de intenção de voto. Ratinho Júnior registra 7%, enquanto o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, soma 4%. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, surge com 3%.
Ainda segundo o levantamento, uma parcela significativa do eleitorado declara intenção de votar em branco, anular o voto ou afirma que não pretende participar da eleição. Esse grupo corresponde a 16% dos entrevistados.
Influência de Jair Bolsonaro na candidatura
Outro ponto abordado pela pesquisa diz respeito à influência do ex-presidente Jair Bolsonaro na possível candidatura do senador Flávio Bolsonaro.
De acordo com o instituto, 69% dos entrevistados afirmaram ter tomado conhecimento de que o ex-presidente manifestou apoio ao filho como possível candidato à Presidência da República. Entre os entrevistados, 47% consideram que a escolha foi acertada, enquanto 39% avaliam que a decisão foi equivocada.
O levantamento também investigou a lembrança espontânea de candidatos pelos eleitores. Nesse tipo de consulta, em que não são apresentados nomes previamente, 69% dos entrevistados disseram ainda não ter definido um candidato para a eleição presidencial.
Entre os eleitores que citaram espontaneamente algum nome, Lula aparece com 18% das menções, enquanto Flávio Bolsonaro soma 10%.
Metodologia do levantamento
A pesquisa Genial/Quaest foi realizada entre os dias 6 e 9 de março e ouviu 2.004 eleitores em diferentes regiões do país. O estudo apresenta margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O nível de confiança do levantamento é de 95%, índice utilizado para indicar a probabilidade de os resultados refletirem o comportamento do eleitorado dentro do intervalo estimado.

