*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Na manhã desta quarta-feira, dia 25 de fevereiro, a Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, deflagrou o cumprimento de 20 ordens judiciais como parte da Operação Couraça. A ação é um desdobramento de uma investigação iniciada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) para desarticular um esquema de fraudes eletrônicas que já movimentou aproximadamente R$ 9 milhões.

AÇÕES EM MATO GROSSO
O estado de Mato Grosso é um dos pontos centrais da operação, sendo identificado como base para um dos núcleos da organização. As equipes policiais atuam nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande para o cumprimento de: 10 mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão.

A MECÂNICA DO CRIME: O GOLPE DO FALSO INTERMEDIADOR
As investigações apontam que o grupo é especialista no golpe do falso intermediador de vendas de veículos. O esquema funcionava em três etapas principais:
-Clonagem: Os suspeitos clonavam anúncios reais de veículos em plataformas de venda na internet.
-A Intermediação: Ao serem contatados por interessados, os golpistas se apresentavam como intermediários da negociação, conversando separadamente com o verdadeiro vendedor e com o potencial comprador.
-A Fraude: Utilizando engenharia social, os criminosos convenciam o comprador a realizar o pagamento em contas bancárias indicadas pelo grupo.
As principais vítimas identificadas pela polícia mineira são moradores do estado de Minas Gerais que buscavam adquirir veículos online.
ALCANCE NACIONAL E CRIMES IMPUTADOS
A Operação Couraça não se limita a Mato Grosso. Outros 15 mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva estão sendo cumpridos simultaneamente nos estados de São Paulo, Paraná, Paraíba, Piauí e Mato Grosso do Sul.
Os membros da organização responderão por crimes graves, que incluem estelionato (Fraude eletrônica), organização criminosa e lavagem de dinheiro.

