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Leia: Professora assassinada por ex-marido já possuía medida protetiva e “botão do pânico”; crime ocorreu em Cuiabá (MT)
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24 de abril de 2026 09:51

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OpiniãoMT > Blog > Violência contra a Mulher > Professora assassinada por ex-marido já possuía medida protetiva e “botão do pânico”; crime ocorreu em Cuiabá (MT)
Violência contra a Mulher

Professora assassinada por ex-marido já possuía medida protetiva e “botão do pânico”; crime ocorreu em Cuiabá (MT)

última atualização: 17 de fevereiro de 2026 10:07
Jornalista Mauad
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3 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

O feminicídio de Lucieni Naves Correia, de 51 anos, ocorrido na manhã da última segunda-feira, dia 16 de fevereiro, no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá, traz à tona um cenário alarmante de violência persistente. Lucieni, que era professora da EMEB Constança Palma Bem Bem, foi executada a tiros pelo ex-marido, Paulo Neves Bispo, de 61 anos, mesmo após ter buscado ajuda.

O HISTÓRICO DE MEDO

Lucieni não era uma vítima silenciosa. No final do ano passado, ela ingressou com um pedido de medida protetiva contra Paulo. Os relatos dela às autoridades, a professora descrevia um cotidiano de violência psicológica e perseguição implacável.

Ela denunciava que o agressor era violento não apenas com ela, mas também com as duas filhas do casal. Paulo já possuía antecedentes criminais por injúria e ameaça contra uma das próprias filhas, evidenciando um perfil agressivo e controlador que não aceitava o fim do relacionamento.

A EMBOSCADA: INVASÃO E MORTE

Mesmo com o dispositivo de segurança conhecido como “Botão do Pânico”, Lucieni não teve tempo de reagir. Segundo testemunhas, Paulo rondava a residência da vítima há cerca de uma semana.

Na manhã de ontem, o agressor pulou o muro da residência, invadiu a casa e efetuou diversos disparos contra a ex-esposa. A Politec agora trabalha para determinar o número exato de tiros que atingiram a professora. Uma arma de fogo, calibre .38, foi apreendida.

PLANO DE MASSACRE E O OUTRO ALVO: A FILHA GRÁVIDA

A crueldade de Paulo Neves Bispo não se limitou à ex-esposa. De acordo com as investigações preliminares, após matar Lucieni, a intenção do agressor era se deslocar até um segundo local para executar a própria filha, que está grávida.

O massacre só não foi maior devido à intervenção de um policial militar à paisana que estava na região. Ao perceber a fuga do agressor em direção à casa da filha, o policial reagiu, baleou e matou o suspeito nas proximidades da residência que seria o próximo alvo.

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