Ryan Routh foi condenado à prisão perpétua nesta quarta-feira (4) após decisão da Justiça dos Estados Unidos que o considerou culpado por tentar assassinar Donald Trump. A sentença encerra um dos processos mais acompanhados do país, envolvendo acusações de violência política e segurança presidencial, com desdobramentos que repercutiram nacionalmente.
Condenação de Ryan Routh e decisão judicial
A sentença foi proferida pela juíza distrital Aileen Cannon, após pedido do Ministério Público. Os promotores sustentaram que Ryan Routh planejou o ataque por meses e demonstrou disposição para matar qualquer pessoa que interferisse na execução do plano. Segundo a acusação, não houve demonstração de arrependimento por parte do réu.
Durante o julgamento, o júri concluiu que Routh pretendia matar Donald Trump, à época candidato à Presidência, ao apontar um fuzil por trás de uma cerca enquanto Trump jogava golfe na Flórida, em 15 de setembro de 2024.
Versão da defesa apresentada por Ryan Routh
Atuando como seu próprio advogado, Ryan Routh sugeriu uma pena de 27 anos de prisão. Ele negou ter tido a intenção de matar Trump e afirmou estar disposto a receber tratamento psicológico para um transtorno de personalidade dentro do sistema prisional. A defesa também alegou que os jurados teriam sido induzidos a erro ao avaliar as provas apresentadas.
Relembre o caso
Ryan Routh, de 59 anos, foi condenado em setembro de 2025 por cinco crimes, incluindo tentativa de assassinato. Ele também respondeu por três acusações de porte ilegal de arma de fogo e uma de obstrução de agente federal durante a prisão.
Após a leitura do veredicto, Routh tentou se ferir com uma caneta dentro do tribunal e precisou ser contido por agentes federais. A filha do réu se manifestou no local, afirmando que o pai não havia ferido ninguém e que buscaria sua libertação.
No dia do crime, Routh foi identificado por um agente do Serviço Secreto escondido entre arbustos no Trump International Golf Club. O agente efetuou disparos, e o suspeito fugiu sem atirar. Cerca de 45 minutos depois, ele foi preso enquanto dirigia.
Durante o julgamento, o promotor John Shipley afirmou que o plano era “cuidadosamente elaborado” e que, sem a intervenção do agente, Trump não teria sobrevivido.
Repercussão e contexto político
Em uma rede social, Trump comemorou a condenação e classificou Routh como um homem de “intenção maligna”. A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, declarou que a decisão demonstra o compromisso do Departamento de Justiça em punir atos de violência política.
O julgamento ocorreu no tribunal federal de Fort Pierce, na Flórida, em um período de intenso debate nacional sobre segurança, especialmente após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk.

