*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O desdobramento da Operação Gorjeta atingiu um novo patamar. O juiz Cássio Leite de Barros Neto, do Núcleo de Justiça do Juiz das Garantias de Cuiabá, determinou a realização de uma auditoria técnica rigorosa em todas as emendas parlamentares destinadas ao Instituto Brasil Central (IBRACE).
A decisão visa identificar se o esquema de desvio de recursos públicos, inicialmente atribuído ao vereador afastado Chico 2000 (PL), estende-se a outros repasses feitos por parlamentares da capital.
Embora Chico 2000 seja o protagonista das investigações, tendo destinado sozinho R$ 3,65 milhões (66% do total recebido pelo instituto), a auditoria da Controladoria Geral do Município (CGM) também vai vasculhar as emendas enviadas pelos seguintes vereadores:
-Cezinha Nascimento
-Kássio Coelho (Podemos)
-Lilo Pinheiro (PDT)
-Dr. Luiz Fernando
-Wilson Kero Kero (PMDB)
-Rodrigo Arruda e Sá (PSDB)
A CGM terá 120 dias para analisar todos os Termos de Fomento firmados entre o IBRACE e o Município de Cuiabá desde o ano de 2022.
O VOLUME DE RECURSOS
Segundo o relatório da Polícia Civil, entre novembro de 2022 e abril de 2025, o IBRACE recebeu um montante total de R$ 5.489.787,00 dos cofres municipais. A investigação aponta que o instituto teria sido “cooptado” por uma organização criminosa para simular a execução de projetos e facilitar o retorno de valores aos envolvidos.
A Justiça reforçou os indícios de crimes de peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro envolvendo figuras chave. Chico 2000, o chefe de gabinete dele, Rubens Vuolo Júnior, e o servidor Joaci Conceição Silva. O empresário João Nery Chiroli e a esposa, Magali Gauna Felismino Chiroli, além de Alex Jones Silva, presidente do IBRACE.

