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Leia: Dívida pública cresce 18% em 2025 e chega a R$ 8,6 trilhões, maior alta desde 2015
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7 de março de 2026 08:54

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OpiniãoMT > Blog > Utilidade Pública > Dívida pública cresce 18% em 2025 e chega a R$ 8,6 trilhões, maior alta desde 2015
Utilidade Pública

Dívida pública cresce 18% em 2025 e chega a R$ 8,6 trilhões, maior alta desde 2015

Dívida pública federal cresce em 2025, alcança R$ 8,6 trilhões e permanece dentro dos limites do Plano Anual de Financiamento.

última atualização: 28 de janeiro de 2026 17:45
Redação OPMT
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4 Minutos de Leitura
Dívida pública cresce 18% em 2025 e chega a R$ 8,6 trilhões, maior alta desde 2015
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A dívida pública federal encerrou o ano de 2025 em trajetória de crescimento e chegou a R$ 8,6 trilhões em dezembro, conforme dados divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira (28). O volume representa uma elevação de 1,8% em relação a novembro e confirma um avanço expressivo no acumulado do ano, com aumento superior a R$ 1,3 trilhão no estoque total.

Crescimento da dívida pública ao longo do ano

A elevação registrada no último mês de 2025 foi resultado, principalmente, da emissão líquida de títulos públicos e da incorporação de juros ao saldo da dívida. Esses dois fatores somados contribuíram para um acréscimo próximo de R$ 155 bilhões no período, refletindo tanto a estratégia de financiamento adotada pelo governo quanto o impacto do custo financeiro sobre o passivo federal.

Apesar do avanço observado, o Tesouro Nacional informou que o montante da dívida pública permaneceu dentro dos parâmetros previstos no Plano Anual de Financiamento (PAF). A projeção oficial indicava que o estoque poderia variar entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões ao fim do ano, faixa na qual o resultado efetivo se enquadrou.

Predomínio da dívida interna no estoque total

A composição da dívida federal segue majoritariamente concentrada no mercado doméstico. A parcela interna respondeu por mais de 96% do total apurado em dezembro, enquanto a dívida externa manteve participação inferior a 4% no período.

Embora represente uma fatia menor do estoque, a dívida externa apresentou crescimento mais intenso no mês, com alta superior a 3%. Segundo o Tesouro, o principal fator para esse aumento foi a valorização do câmbio, que eleva o valor dos compromissos atrelados a moedas estrangeiras quando convertidos para reais.

Estratégia de emissões prioriza títulos pós-fixados

Em dezembro, o volume de títulos emitidos pelo governo federal superou de forma significativa os resgates realizados, resultando em emissão líquida positiva. A estratégia de financiamento concentrou-se, sobretudo, em papéis vinculados à taxa básica de juros, que representaram mais da metade do total emitido no mês.

Os títulos prefixados e os indexados à inflação também integraram a composição das emissões, porém com participação menor. As Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), conhecidas como Tesouro Selic, lideraram as operações, reforçando a preferência por instrumentos pós-fixados em um ambiente de juros elevados.

Prazo médio da dívida recua, mas perfil segue adequado

O prazo médio da dívida pública apresentou leve redução em dezembro, ficando em torno de quatro anos. A diminuição foi observada tanto na dívida interna quanto na externa, segundo informações do Tesouro Nacional.

Apesar do encurtamento pontual, o órgão avaliou que a estrutura de vencimentos segue dentro dos limites considerados adequados. Menos de 18% do estoque total vence em até 12 meses, percentual alinhado às diretrizes estabelecidas no Plano Anual de Financiamento.

Instituições financeiras lideram detenção dos títulos

Entre os principais detentores da dívida interna, as instituições financeiras mantiveram a liderança, seguidas pela Previdência Social e pelos fundos de investimento. Já os investidores estrangeiros ampliaram de forma relevante suas posições em dezembro, com aporte adicional estimado em cerca de R$ 40 bilhões.

Esse aumento da participação de não residentes indica maior presença de capital externo no financiamento da dívida pública brasileira ao final de 2025, em um contexto de emissões concentradas em títulos de curto e médio prazo.

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