*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A manhã desta sexta-feira, dia 23 de janeiro começou com uma mensagem curta, mas carregada de simbolismo e dor. Poucas horas após o encerramento do julgamento que condenou os assassinos da filha, Raquel Cattani, o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) utilizou as redes sociais para prestar uma homenagem à produtora rural. Com a frase “Por Raquel. Sempre”, o parlamentar selou o fim de uma jornada exaustiva em busca de punição para os responsáveis pelo crime.
JUSTIÇA EFETIVADA
O veredito, anunciado na madrugada após 16 horas de sessão no Tribunal do Júri de Nova Mutum, trouxe um alento à família. Ainda no plenário, Cattani expressou um misto de dor e alívio ao ver a conclusão do trabalho das autoridades.
“Temos a sensação de que agora os autores pagarão um pouco pelo que fizeram. O que mais nos conforta não é ver eles nessa posição, mas sim ver a ação da Justiça sendo efetivada como foi aqui, desde a senhora juíza até todos os demais membros. Foram espetaculares em suas funções”, declarou o deputado à imprensa.
AS SENTENÇAS: PENAS MÁXIMAS E RIGOR DA JUSTIÇA
O Conselho de Sentença, formado por sete jurados, acatou integralmente a tese da acusação, reconhecendo as quatro qualificadoras: feminicídio, motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
A juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski aplicou o rigor máximo permitido pela legislação para o crime de feminicídio. As penas foram fixadas da seguinte forma:
-Rodrigo Xavier Mengarde (Executor): Sentenciado a 33 anos, 3 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado, pelos crimes de feminicídio e furto.
-Romero Xavier Mengarde (Mentor/Ex-marido): Sentenciado a 30 anos de reclusão, em regime fechado, por feminicídio.
A magistrada destacou que o planejamento meticuloso do ex-marido e a execução brutal por parte do irmão justificaram a aplicação das sanções mais severas. Os réus saíram do fórum direto para a unidade prisional, onde iniciam o cumprimento imediato das penas.
CASO QUE ABALOU MATO GROSSO
Raquel Cattani, de 26 anos, foi morta em julho de 2024 em sua propriedade no Assentamento Pontal do Marape. As investigações revelaram QUE Romero Xavier Mengarde, não aceitando o fim do relacionamento, contratou o próprio irmão, Rodrigo Xavier Mengarde, por R$ 4 mil para executar o crime.
Durante o julgamento, provas técnicas como o DNA do executor na cena do crime e o mapeamento de pesquisas sobre guarda de filhos no celular de Romero Xavier Mengarde foram decisivas para convencer os jurados da culpa dos irmãos.
O LEGADO DE RAQUEL
Para a família e para o setor produtivo de Mato Grosso, Raquel deixa um legado de trabalho árduo e talento como produtora de queijos premiados.
VEJA VÍDEO DE UMA HOMENAGEM A RAQUEL CATTANI PUBLICADA NAS REDES SOCIAIS DO DEPUTADO
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