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Leia: Sobe para 648 o número de mortos em protestos contra o governo no Irã
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22 de outubro de 2026 21:38

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OpiniãoMT > Blog > Mundo > Sobe para 648 o número de mortos em protestos contra o governo no Irã
Mundo

Sobe para 648 o número de mortos em protestos contra o governo no Irã

Protestos no Irã já resultaram em centenas de mortos e milhares de prisões, segundo ONGs, em meio a apagão da internet e repressão estatal.

Redação OPMT
Publicado em: 12 de janeiro de 2026
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4 Minutos de Leitura
Sobe para 648 o número de mortos em protestos contra o governo no Irã
Imagem meramente ilustrativa.
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Desde o fim de dezembro, o Irã enfrenta uma onda de protestos contra o governo que resultou em um elevado número de mortos e detenções, segundo dados divulgados por organizações internacionais de direitos humanos. As manifestações, iniciadas em 28 de dezembro, seguem mobilizando a população, mesmo diante da repressão das forças de segurança e das restrições impostas pelo governo à comunicação no país.

Balanço de mortos nos protestos no Irã

De acordo com a organização não governamental Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, pelo menos 648 manifestantes morreram no Irã desde o início do movimento. O número foi divulgado nesta segunda-feira (12) e representa uma atualização do levantamento feito pela entidade, que acompanha a situação dos direitos humanos no país.

O diretor da IHR, Mahmood Amiry Moghaddam, afirmou que a comunidade internacional tem a responsabilidade de proteger civis que participam dos protestos. Segundo ele, as mortes estariam relacionadas à repressão promovida pela República Islâmica contra manifestantes em diversas regiões.

Dificuldade para confirmar dados oficiais

A IHR destacou ainda que algumas estimativas apontam para um número ainda maior de vítimas fatais, podendo ultrapassar 6.000 mortos. No entanto, a entidade ressalta que a confirmação independente dessas informações é dificultada pelo bloqueio quase total da internet imposto pelas autoridades do Irã durante aproximadamente quatro dias.

Esse apagão digital compromete a comunicação entre a população e o exterior, além de limitar o trabalho de organizações internacionais e da imprensa na verificação de relatos vindos do país.

Prisões em massa e repressão policial

Além do número de mortos, os protestos no Irã resultaram em milhares de prisões. A Human Rights Activists News Agency (HRANA), organização sediada nos Estados Unidos e considerada confiável em episódios anteriores de instabilidade no país, informou que mais de 10.600 pessoas foram detidas ao longo de duas semanas de manifestações.

As prisões ocorreram em diferentes cidades e atingiram manifestantes, ativistas e, em alguns casos, jornalistas e estudantes. As autoridades iranianas ainda não divulgaram um balanço oficial consolidado sobre as detenções.

No exterior, organizações e governos demonstram preocupação de que o bloqueio da internet no Irã esteja encorajando setores mais rígidos dos serviços de segurança a intensificar a repressão. Mesmo diante desse cenário, manifestantes voltaram a ocupar as ruas de Teerã e da segunda maior cidade do país na manhã do último domingo, segundo relatos de testemunhas.

Reações internacionais e posição dos Estados Unidos

A situação no Irã também gerou reações no cenário internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio aos protestos por meio de publicações nas redes sociais. De acordo com duas fontes próximas às discussões internas do governo norte-americano, Trump e sua equipe de segurança nacional avaliam possíveis respostas ao governo iraniano.

Entre as alternativas analisadas estariam ataques cibernéticos e ações diretas conduzidas por forças americanas ou israelenses. A Casa Branca, no entanto, afirmou que nenhuma decisão foi tomada até o momento.

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