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Leia: China impõe tarifa adicional de 55% sobre importações de carne bovina
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21 de outubro de 2026 23:12

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OpiniãoMT > Blog > Agronegócio > China impõe tarifa adicional de 55% sobre importações de carne bovina
Agronegócio

China impõe tarifa adicional de 55% sobre importações de carne bovina

China anuncia tarifa adicional de 55% sobre carne bovina importada acima da cota para proteger o setor pecuário doméstico a partir de 2026.

Redação OPMT
Publicado em: 31 de dezembro de 2025
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3 Minutos de Leitura
China impõe tarifa adicional de 55% sobre importações de carne bovina
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A China decidiu aplicar uma tarifa adicional de 55% sobre as importações de carne bovina que ultrapassarem os limites de cota definidos para seus principais fornecedores internacionais, como Brasil, Austrália e Estados Unidos. A medida, anunciada pelo Ministério do Comércio chinês, tem como objetivo proteger a pecuária nacional, que vem enfrentando dificuldades após um período de excesso de oferta no mercado interno.

Novas cotas e início das medidas

Segundo o governo chinês, a cota total de importação para 2026 foi fixada em 2,7 milhões de toneladas para os países atingidos pelas chamadas “medidas de salvaguarda”. O volume é próximo ao recorde registrado em 2024, quando as importações totais chegaram a 2,87 milhões de toneladas. As novas regras entram em vigor em 1º de janeiro e terão validade inicial de três anos, com previsão de aumento gradual da cota ao longo do período.

Impacto sobre os principais fornecedores

Os níveis de cota estabelecidos ficaram abaixo das importações realizadas por alguns países nos primeiros 11 meses de 2025. Brasil e Austrália, principais exportadores para o mercado chinês, já superaram esses volumes antes mesmo da entrada em vigor da tarifa adicional. De acordo com dados alfandegários, o Brasil enviou cerca de 1,33 milhão de toneladas de carne bovina à China nesse intervalo, acima dos limites definidos pelas novas medidas.

Justificativa do governo chinês

O Ministério do Comércio afirmou que o crescimento das importações causou impactos negativos significativos sobre a indústria doméstica. A investigação que resultou na adoção da tarifa adicional foi iniciada em dezembro do ano passado e, segundo as autoridades, não teve como foco um país específico. A intenção declarada é reduzir a pressão sobre os produtores locais e permitir uma recuperação mais consistente do setor.

Situação do mercado interno

Nos primeiros 11 meses do ano, as importações totais de carne bovina pela China recuaram 0,3%, somando 2,59 milhões de toneladas. Analistas avaliam que a aplicação da tarifa adicional deve provocar uma queda mais expressiva em 2026. Especialistas do setor apontam que a pecuária chinesa enfrenta limitações estruturais que dificultam a competitividade frente a grandes exportadores sul-americanos e da Oceania.

Mudanças no comércio internacional

Além do Brasil, países como Argentina, Uruguai, Austrália, Nova Zelândia e Estados Unidos figuram entre os principais fornecedores. Em 2024, esses países responderam por volumes expressivos das compras chinesas. Em 2025, houve aumento da participação australiana, enquanto os embarques norte-americanos diminuíram após tensões comerciais e questões relacionadas a licenças de frigoríficos.

Representantes do setor pecuário internacional afirmaram que a decisão chinesa pode redirecionar fluxos de exportação para outros mercados. Ao mesmo tempo, autoridades chinesas destacam que a tarifa adicional ajudará a conter a redução do rebanho de matrizes e oferecerá tempo para ajustes estruturais das empresas locais.

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