*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O cenário político de Mato Grosso para os próximos pleitos começa a ganhar contornos de cobrança pública. O presidente do Partido Liberal (PL) no estado, Ananias Filho, enviou um recado direto ao governador Mauro Mendes (União Brasil), condicionando qualquer tipo de apoio ou aliança a uma postura clara, pública e ideologicamente definida.
Para Ananias Filho, o governador está em um momento de encruzilhada política e precisa escolher de qual lado da balança pretende estar. O dirigente partidário afirmou que o PL não tem “maldade” em apoiar o atual gestor, mas exige que ele saia da zona de neutralidade.
“O Mauro Mendes ele tem que decidir, né? A hora que ele decidir o que ele quer para a vida dele, se ele quer acompanhar a direita ou a esquerda, será bem-vindo. Nós não vamos opinar na candidatura dele. Ele tem que definir”, disparou Ananias.
A principal crítica do dirigente é sobre o que ele classifica como uma relação política pouco clara. Utilizando uma metáfora popular, Ananias deixou claro que o PL exige publicidade e compromisso físico e verbal na campanha eleitoral.
“Não pode ser um namoro escondido. Eleição, campanha eleitoral, tem que pegar na mão, andar na praça, pegar na boca e falar que realmente está acompanhado”, pontuou.
Ananias ressaltou que não há espaço para alianças com quem não esteja disposto a empunhar as bandeiras dos nomes fortes do PL, como os senadores Wellington Fagundes e Flávio Bolsonaro, e o deputado federal José Medeiros.
O presidente do PL em Mato Grosso reforçou que a legenda já tem suas diretrizes traçadas e que novos aliados precisam se encaixar no molde já existente, e não o contrário.
“Nossa definição é Wellington Fagundes, Flávio Bolsonaro, José Medeiros. Quem estiver a fim de defender os valores da direita e esses nomes que já estão colocados, será bem-vindo. Fora isso, será uma exceção e nós não queremos isso”, afirmou o dirigente.

