*Sêmia Mauad/ Opinião MT
Após a prisão de um enfermeiro de 39 anos acusado de cometer abuso sexual contra uma paciente de 21 anos dentro do Centro Cirúrgico do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) na última quarta-feira, dia 3 de dezembro, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP) emitiram nota confirmando a adoção imediata de medidas administrativas e legais em apoio à vítima e contra o profissional.
O caso chocou a capital, visto que o abuso teria ocorrido em um ambiente de alta vulnerabilidade, enquanto a paciente despertava da anestesia.
A Prefeitura de Cuiabá destacou que as providências foram tomadas no exato momento da denúncia, visando garantir o suporte e a proteção da vítima.
“Assim que a denúncia foi feita, a equipe do hospital acolheu a paciente, prestou assistência integral e acionou o serviço de Psicologia, que realizou o acompanhamento emocional inicial”.
A equipe jurídica da ECSP acompanhou a vítima até a Delegacia da Mulher para o registro do Boletim de Ocorrência. Posteriormente, a paciente foi assistida pela advogada da unidade em todo o processo na Politec, para a realização do exame de corpo de delito.
ENFERMEIRO AFASTADO E EMPRESA NOTIFICADA
A principal medida administrativa adotada foi o afastamento imediato do suspeito, que era funcionário de uma empresa terceirizada.
“O profissional apontado como suspeito foi imediatamente afastado de todas as suas funções pela empresa terceirizada desde o momento da denúncia.”
A ECSP notificou oficialmente a empresa responsável para impedir qualquer possibilidade de realocação do colaborador em outros setores do hospital, garantindo seu afastamento até a completa apuração dos fatos pelas autoridades policiais e judiciais.
A Prefeitura reforçou seu repúdio veemente a qualquer ato de violência, especialmente contra pessoas em situação de vulnerabilidade, e prometeu colaborar integralmente com as investigações, garantindo transparência e rigor.
ENTENDA O CASO
A vítima, uma paciente de 21 anos, estava internada desde 29 de novembro no HMC para a colocação de pinos, após um acidente de moto.
O abuso, segundo seu relato, ocorreu na sala cirúrgica. Após a saída da equipe médica, apenas o enfermeiro acusado, de 39 anos, e uma enfermeira permaneceram. A vítima, recobrando a consciência da anestesia, teria visto o enfermeiro tocando suas partes íntimas com os dedos, usando luvas. A reação da paciente, que conseguiu se mexer e fechar as pernas, fez com que o ato fosse interrompido. O suspeito foi preso no Bairro Coophamil.

