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Leia: Brasil registra menor número de mortes por HIV em 32 anos
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21 de outubro de 2026 21:50

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OpiniãoMT > Blog > Saúde > Brasil registra menor número de mortes por HIV em 32 anos
Saúde

Brasil registra menor número de mortes por HIV em 32 anos

Brasil reduz mortes e elimina transmissão vertical do HIV, aponta novo boletim do Ministério da Saúde.

Redação OPMT
Publicado em: 1 de dezembro de 2025
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4 Minutos de Leitura
Brasil registra menor número de mortes por HIV em 32 anos
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O Brasil alcançou em 2024 uma das marcas mais importantes no enfrentamento ao HIV, registrando a menor taxa de mortalidade em mais de três décadas e eliminando a transmissão vertical, quando o vírus é passado da mãe para o bebê. Os dados foram apresentados pelo Ministério da Saúde durante o lançamento de uma nova campanha nacional de conscientização.

Avanços históricos na redução da mortalidade por HIV

Segundo o Ministério da Saúde, o número de mortes relacionadas à AIDS caiu 13% entre 2023 e 2024, o que representa mais de mil vidas preservadas. O novo boletim epidemiológico, divulgado nesta segunda-feira (1º), aponta que o país registrou 9,1 mil óbitos em 2024, marca inferior a 10 mil pela primeira vez em 30 anos.

O governo atribui essa redução ao fortalecimento das estratégias de prevenção, aos diagnósticos mais precoces e ao acesso gratuito a tratamentos oferecidos pelo SUS. A adoção de terapias modernas, capazes de tornar o vírus indetectável e, consequentemente, intransmissível, tem sido um dos pilares desse resultado.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o momento representa uma conquista coletiva e reforça a eficiência do sistema público de saúde no combate ao HIV.

Dados atualizados sobre a epidemia no país

O boletim também registra queda nos casos de aids. Em 2023, foram contabilizados 37,5 mil diagnósticos, enquanto em 2024 o número recuou para 36,9 mil, redução de 1,5%.

Entre gestantes, a incidência de HIV caiu 7,9%, totalizando 7,5 mil registros. Já o número de crianças expostas ao vírus diminuiu 4,2%, chegando a 6,8 mil casos. O início tardio da profilaxia neonatal também apresentou importante redução, de 54%.

HIV e eliminação da transmissão vertical

A transmissão vertical, quando o vírus passa da mãe para o recém-nascido permanece abaixo de 2% no Brasil. Além disso, a incidência de infecção em crianças está inferior a 0,5 caso para cada mil nascidos vivos, indicadores que atendem ao padrão internacional para eliminação do problema como questão de saúde pública.

Esses resultados são atribuídos à ampla cobertura de pré-natal, que atinge 95% das gestantes, à testagem para HIV e à oferta imediata de tratamento para mulheres que convivem com o vírus.

Prevenção combinada e novos métodos de proteção

Em 2024, o Brasil registrou 68,4 mil pessoas vivendo com HIV ou aids. A estabilização da epidemia é resultado, segundo o Ministério, da política de Prevenção Combinada, que reúne diversos métodos de proteção.

Antes centrada no uso de preservativos, a estratégia passou a incluir a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) e a PEP (Profilaxia Pós-Exposição), fundamentais para reduzir o risco de infecção antes e depois do contato com o vírus.

Para ampliar o diálogo com jovens, grupo que tem demonstrado menor uso de preservativos, o governo lançou preservativos texturizados e sensitivos, com a aquisição de 190 milhões de unidades de cada modelo.

Expansão da PrEP e da testagem

O acesso à PrEP cresceu mais de 150% desde 2023, somando atualmente 140 mil usuários diários. O aumento desse recurso fortaleceu a testagem, permitiu identificar mais casos precocemente e contribuiu para a redução de novas infecções por HIV.

No campo diagnóstico, houve a aquisição de 6,5 milhões de duo testes para HIV e sífilis — volume 65% maior que o do ano anterior e a distribuição de 780 mil autotestes, facilitando o acesso da população ao diagnóstico precoce.

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