A notícia de que Bolsonaro foi preso novamente por determinação do Supremo Tribunal Federal movimentou Brasília na manhã deste sábado (22). A nova ordem de custódia preventiva foi cumprida pela Polícia Federal e reforça o desdobramento de decisões anteriores envolvendo o ex-presidente.
Prisão preventiva cumprida pela Polícia Federal
A Polícia Federal realizou a detenção às 6h20, conduzindo Jair Bolsonaro para a superintendência do órgão na capital federal. De acordo com informações divulgadas pela PF, a ação não corresponde ao cumprimento de pena, mas a uma medida cautelar decretada pelo STF com a justificativa de preservar a ordem pública.
Em comunicado oficial, a corporação explicou que o mandado foi expedido pelo Supremo e executado imediatamente. A Corte reforçou que a decisão visa impedir possíveis riscos decorrentes do descumprimento de determinações judiciais anteriores.
Logo após a chegada, Bolsonaro foi encaminhado a uma sala de Estado, espaço reservado a ex-chefes do Executivo e outras autoridades. O ambiente segue protocolos diferenciados por questões de segurança e hierarquia institucional.
Histórico recente de medidas contra Bolsonaro
Antes da nova medida, Bolsonaro havia completado mais de cem dias em prisão domiciliar em 11 de novembro. A restrição foi imposta pelo ministro Alexandre de Moraes após o entendimento de que o ex-presidente havia desrespeitado condições previstas na Petição 14.129, instaurada em agosto.
Durante o período de recolhimento domiciliar, Bolsonaro ficou proibido de receber visitas, salvo advogados e pessoas autorizadas pelo STF. A decisão também impôs a proibição do uso de celular e a vedação de manifestações públicas, inclusive por meio de terceiros.
Condenação e pedidos da defesa
Após a decisão judicial que resultou em uma condenação de 27 anos e três meses de prisão, a defesa solicitou a substituição do regime fechado por prisão domiciliar de caráter humanitário. No pedido, os advogados afirmaram que o início da execução da pena estava iminente e que o encarceramento poderia representar risco à integridade física do ex-presidente.
A determinação de prisão preventiva reacendeu debates sobre o cumprimento das medidas anteriores e sobre o impacto jurídico das decisões do STF. O caso segue em tramitação e novas manifestações das autoridades envolvidas devem definir os próximos passos do processo.

