*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Federal deflagrou uma operação de combate à lavagem de dinheiro em Rondonópolis, interior de Mato Grosso, que culminou na prisão em flagrante do primeiro-tenente da Polícia Militar, Marcel Castor de Abreu, na última quarta-feira, dia 20 de novembro. O militar foi detido no momento em que realizava um saque de alto valor.
A ação faz parte de uma investigação que revelou um esquema de movimentação financeira milionária, totalmente incompatível com a renda do oficial da PM.
O primeiro-tenente foi preso em flagrante no momento em que tentava sacar a quantia de R$ 800 mil em dinheiro. Segundo a Polícia Federal, a manobra tinha como objetivo dificultar o rastreamento fiscal dos valores e, subsequentemente, reinserir o dinheiro ilícito na economia formal.
Durante a operação, a Justiça expediu medidas cautelares que resultaram no bloqueio de valores que somam até R$ 11,3 milhões, atingindo ativos ligados ao policial investigado.
A investigação, iniciada no começo deste mês, revelou o modus operandi do tenente e a enorme discrepância entre o perfil econômico dele e transações financeiras.
A Polícia Federal identificou que, nos últimos anos, o investigado movimentou um volume assombroso de recursos, ultrapassando a marca de R$ 66 milhões.
O esquema de lavagem de dinheiro envolvia a utilização de contas bancárias próprias para as movimentações financeiras. Além de contas de terceiros (laranjas) para transacionar quantias milionárias e até mesmo saques anuais de grandes valores em espécie, prática frequentemente usada para dispersar recursos ilícitos e dificultar a rastreabilidade pelas autoridades fiscais.
O tenente foi preso e deve responder pelo crime de lavagem de dinheiro.
A Polícia Federal prossegue com as investigações para identificar a origem exata dos R$ 66 milhões movimentados e outros possíveis envolvidos no esquema.

