A Polícia Federal informou que a investigação relacionada ao Banco Master aponta para uma possível fraude que pode ultrapassar R$ 12 bilhões. As declarações foram feitas pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, durante depoimento à CPI do Crime Organizado no Senado, onde ele detalhou ações realizadas ao longo desta terça-feira.
Banco Master é alvo central da operação da PF
Rodrigues afirmou que, entre as medidas executadas, agentes encontraram R$ 1,6 milhão em espécie na residência de um dos investigados. O material apreendido faz parte do conjunto de provas que busca esclarecer a suspeita de emissão irregular de títulos de crédito supostamente vinculados ao Banco Master e a outras instituições financeiras.
Durante as diligências, a PF prendeu o empresário Daniel Vorcaro, apontado como dono do banco, e o sócio dele, Augusto Lima. Os investigadores apuram a produção e circulação de documentos financeiros considerados falsos, que teriam sido utilizados em operações no sistema financeiro nacional.
Ação conjunta com Banco Central e Coaf
Segundo o diretor-geral da PF, a operação foi planejada e executada em conjunto com o Banco Central e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Ele ressaltou que a integração entre os órgãos tem como objetivo aprimorar o combate a crimes financeiros de grande impacto.
Ainda na manhã desta terça-feira, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, decisão que incluiu também a corretora de câmbio ligada à instituição. A medida ocorreu menos de um dia após o Grupo Fictor demonstrar interesse em adquirir o banco.
Afastamentos no BRB
A operação também alcançou outras instituições financeiras. A PF cumpriu mandado de busca e apreensão contra o presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, que foi afastado do cargo por decisão judicial. O diretor executivo financeiro do banco, Dario Oswaldo Garcia Junior, igualmente foi afastado por um período de 60 dias.
Estratégia de descapitalização
Durante o depoimento, Rodrigues destacou que a PF tem priorizado estratégias que visam retirar recursos financeiros de organizações criminosas. Segundo ele, a descapitalização é um dos principais métodos para enfraquecer estruturas ilícitas e limitar a atuação de seus líderes.
Ausência de depoente e continuidade dos trabalhos
A CPI aguardava ainda o depoimento de Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial da PF, mas o servidor não compareceu. O presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), afirmou que continuará insistindo para que Almada preste esclarecimentos ao colegiado.
A operação que envolve o Banco Master movimentou autoridades financeiras e policiais em todo o país, resultando em prisões, afastamentos e na liquidação extrajudicial da instituição. A PF mantém o foco na investigação da suposta fraude de R$ 12 bilhões e reforça sua estratégia de atuar de forma integrada para desarticular crimes de grande impacto no sistema financeiro nacional.

