O chanceler alemão Friedrich Merz comentou, durante um evento na Alemanha, que todos os jornalistas que o acompanharam ao Brasil para a COP30 ficaram satisfeitos em retornar ao país europeu. A fala sobre a viagem, em que o chanceler alemão participou de reuniões e encontros bilaterais, foi acompanhada de novas explicações sobre sua decisão de não contribuir com o Fundo Florestas para Sempre.
Declarações do chanceler alemão sobre a viagem ao Brasil
Durante o Congresso Alemão do Comércio, promovido pela Handelsverband Deutschland (HDE), Merz relatou que nenhum dos profissionais da imprensa presentes na comitiva demonstrou interesse em permanecer no Brasil após os compromissos da cúpula.
“Perguntei a alguns jornalistas que estiveram comigo no Brasil na semana passada: ‘Quem de vocês gostaria de ficar aqui?’ Ninguém levantou a mão. Todos ficaram contentes por termos retornado à Alemanha, na noite de sexta-feira para sábado, especialmente daquele lugar onde estávamos”, relatou o chaceler.
Segundo o chanceler alemão, a delegação retornou à Alemanha no início da madrugada de sábado, logo após o encerramento das atividades em Belém. No mesmo discurso, Merz reforçou a importância de preservar o que classificou como um ambiente livre, estável e favorável ao desenvolvimento econômico. Ele pediu que empresários e representantes do setor comercial se mobilizem para fortalecer o equilíbrio institucional e defender a democracia alemã.
Merz afirmou que o país mantém uma das estruturas mais abertas do mundo e ressaltou que a proteção da ordem econômica e da sociedade democrática deve ser uma responsabilidade coletiva.
Recuo do chanceler alemão sobre contribuição ao TFFF
Mesmo após participar de reuniões preparatórias para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas e se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Merz voltou atrás em uma declaração feita durante o evento climático.
Na COP30, o líder alemão havia indicado que pretendia apoiar financeiramente o Fundo Florestas para Sempre (TFFF), considerada uma iniciativa estratégica do governo brasileiro para a preservação ambiental. Ele chegou a afirmar que a Alemanha poderia destinar uma “quantia considerável” ao fundo.
Entretanto, ao retornar ao país europeu, Merz alegou a existência de possíveis “riscos financeiros” ligados ao investimento e decidiu não avançar com o aporte. O recuo gerou questionamentos sobre o posicionamento da Alemanha em relação às propostas de financiamento climático apresentadas durante a conferência.

