*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), deflagrou a segunda fase de uma operação de combate à extração ilegal de madeira no município de Juína, interior do estado, e regiões vizinhas.
O objetivo da ação é desarticular um grupo criminoso especializado que opera de forma sistemática na exploração, transporte e comercialização fraudulenta de madeira nativa.
Na manhã da última quarta-feira, dia 5 de novembro, foram cumpridos diversos mandados de busca e apreensão. Os alvos foram as residências dos principais investigados, estabelecimentos comerciais e madeireiras diretamente envolvidas no esquema criminoso.
Devido à natureza itinerante de alguns alvos, que circulam constantemente entre diferentes municípios, a Justiça também expediu mandados itinerantes para garantir a eficácia da ação.
As investigações da Dema tiveram início após uma análise forense minuciosa de aparelhos celulares apreendidos em prisões em flagrante realizadas em março de 2025, quando dois homens foram detidos transportando madeira ilegal.
O material apreendido revelou a existência de uma rede criminosa com hierarquia bem definida e operações desenvolvidas há vários meses. O esquema de exploração ilegal e “lavagem” da madeira funcionava com a participação de diferentes perfis.

O esquema criminoso desarticulado na região de Juína era uma rede com hierarquia bem definida e operações sistemáticas que vinham sendo desenvolvidas há vários meses.
O funcionamento era complexo e envolvia diversos níveis de atuação para garantir a extração, o transporte e a “lavagem” da madeira nativa ilegal.
O ciclo do crime começava com os líderes, que eram responsáveis por todo o financiamento das operações de extração. Em seguida, os executores e intermediários coordenavam a logística da retirada da madeira na área de floresta.

Finalmente, o produto ilegal era “legalizado” por empresários proprietários de madeireiras. Estes, agindo como receptadores, recebiam a madeira extraída ilegalmente e emitiam documentação fraudulenta, conferindo uma falsa legalidade ao produto para que ele pudesse ser comercializado no mercado como se fosse legal.
A investigação da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) teve início após a análise forense de celulares apreendidos em flagrantes anteriores, expondo essa articulação de longo prazo.

