Durante uma entrevista exibida neste domingo (2) no programa 60 Minutes, da emissora CBS, o Presidente Trump declarou que a permanência de Nicolás Maduro no poder da Venezuela pode estar chegando ao fim. Apesar da fala incisiva, ele negou qualquer intenção de iniciar um confronto militar direto entre os Estados Unidos e o país vizinho.
Questionado pela jornalista sobre se o líder venezuelano estaria “com os dias contados”, o Presidente Trump respondeu de forma afirmativa: “Eu diria que sim”. A declaração ocorreu em meio à recente mobilização de tropas e embarcações norte-americanas no Caribe, onde operações contra o tráfico de drogas resultaram em dezenas de mortes.
Presidente Trump evita confirmar ação militar
Ao ser indagado sobre a possibilidade de uma ofensiva armada contra a Venezuela, o Presidente Trump evitou dar detalhes. “Eu não conto isso para vocês”, respondeu, referindo-se à imprensa. “Não estou dizendo que é verdade ou mentira. Eu não converso com repórteres sobre se vou entrar em greve”, completou, mantendo o suspense sobre eventuais ações estratégicas.
A movimentação militar dos Estados Unidos na região ocorre em meio a uma campanha mais ampla contra o narcotráfico. Segundo o governo norte-americano, as operações buscam interromper rotas ilegais de transporte de drogas, algumas supostamente ligadas a aliados do regime de Maduro.
Maduro e as acusações de narcotráfico
O presidente venezuelano Nicolás Maduro enfrenta acusações formais de envolvimento em narcotráfico por parte da Justiça dos Estados Unidos. Washington alega que o governo venezuelano participa de uma rede criminosa conhecida como “Cartel dos Sóis”, responsável por enviar grandes quantidades de drogas para o território norte-americano.
Em resposta, Maduro acusa os Estados Unidos de utilizarem o combate ao tráfico como desculpa para tentar derrubar seu governo e assumir o controle do petróleo venezuelano. O líder chavista afirma que as operações militares norte-americanas no Caribe têm objetivos políticos e violam a soberania da Venezuela.
Ações recentes no Caribe e no Pacífico
Desde o início de setembro, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram mais de 15 operações militares no Caribe e no Oceano Pacífico. De acordo com informações oficiais, essas ações resultaram em pelo menos 65 mortes, a maioria em confrontos contra embarcações envolvidas com o tráfico internacional de drogas.
O episódio mais recente ocorreu no último sábado (1º), quando uma operação naval interceptou uma embarcação suspeita de transportar entorpecentes. As autoridades norte-americanas informaram que o combate ao narcotráfico continuará de forma intensificada nas próximas semanas.
Os Estados Unidos oferecem atualmente uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro. Além dele, outros altos funcionários venezuelanos também são investigados por suposta ligação com o tráfico de drogas e o financiamento de organizações criminosas.
Analistas internacionais afirmam que o aumento da pressão política e econômica sobre o regime de Maduro pode intensificar o isolamento do governo venezuelano. Ainda assim, o líder chavista segue com apoio de aliados como Rússia, China e Irã, o que torna o cenário geopolítico mais complexo.

