Os presidentes Donald Trump e Xi Jinping definiram um plano de reaproximação diplomática durante uma reunião de quase duas horas realizada nesta quarta-feira (30), na base aérea de Busan, no sul da Península Coreana. O encontro foi marcado por promessas mútuas de cooperação e pelo anúncio de medidas concretas voltadas ao alívio das tarifas para a China, um dos pontos centrais da guerra comercial iniciada nos últimos anos.
Durante o encontro, Trump e Xi afirmaram que os dois países irão trabalhar juntos em temas de interesse global, incluindo o apoio a um cessar-fogo na Ucrânia. Apesar das expectativas, o tema de Taiwan não entrou na pauta da conversa, ficando para possíveis tratativas futuras.
Redução das tarifas para a China é principal resultado do encontro
Um dos anúncios mais relevantes feitos por Donald Trump após a reunião foi a redução das tarifas para a China de 20% para 10%. Segundo o presidente norte-americano, essa medida representa um passo importante na tentativa de aliviar as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
Em contrapartida, Pequim se comprometeu a intensificar o combate ao tráfico de fentanil destinado ao mercado americano. “Tivemos uma reunião produtiva. Acredito que vão nos ajudar com o fentanil”, declarou Trump ao regressar a Washington.
Outro ponto de destaque foi o acordo para que a China retome as importações de soja dos Estados Unidos, suspensas desde maio em meio à disputa comercial. O gesto foi comemorado por produtores rurais norte-americanos, que veem a reabertura do mercado chinês como essencial para o escoamento da produção agrícola do país.
Cooperação econômica e avanço nas negociações sobre terras raras
Além da redução das tarifas, Donald Trump anunciou que as restrições impostas às terras raras, materiais essenciais para os setores tecnológico, energético e militar foram suspensas. A medida encerra um impasse que vinha prejudicando empresas dos dois países, já que a China é o principal fornecedor mundial dessas matérias-primas estratégicas.
O presidente Xi Jinping destacou que as equipes econômicas e comerciais de ambos os países chegaram a consensos sobre diversas soluções e que agora devem “aperfeiçoar e concluir os trabalhos o mais rápido possível”. O líder chinês afirmou que o objetivo é gerar resultados concretos que tragam estabilidade às economias da China, dos Estados Unidos e também do restante do mundo.
Clima de distensão e planos para nova cúpula em 2026
O encontro foi marcado por um ambiente amistoso. Logo no início da reunião, Donald Trump referiu-se a Xi Jinping como “um amigo”, indicando o tom conciliador do diálogo. Xi, por sua vez, afirmou que é “natural que duas grandes economias tenham divergências”, mas reforçou que os dois países “têm plena capacidade de prosperar juntos”.
Como parte dos avanços diplomáticos, os líderes anunciaram a intenção de realizar uma nova cúpula bilateral em 2026, desta vez em território chinês, dando continuidade ao processo de cooperação e entendimento mútuo.

