*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A Polícia Civil investiga o assassinato e esquartejamento de Anderson Aparecido da Silva, de 43 anos, que, segundo informações policiais, seria membro de uma facção rival à dos executores. O crime foi descoberto na noite da última segunda-feira, dia 20 de outubro, após a prisão de três criminosos que confessaram a autoria.
A periculosidade dos faccionados foi exposta com a descoberta dos restos mortais da vítima: um braço e órgãos humanos foram encontrados em uma casa abandonada no bairro Jardim Imperial, em Cáceres.
Anderson Aparecido da Silva, que tinha diversas passagens criminais, foi atraído pelos criminosos em uma emboscada planejada. Os assassinos entraram em contato com Anderson fingindo interesse em comprar entorpecentes e marcaram um encontro em frente a um hotel na cidade.
Ao chegar no local, a vítima foi rendida e colocada à força em um carro. Ele foi então levado para a casa abandonada, onde foi assassinado e esquartejado pelos integrantes da facção criminosa. A brutalidade do crime visa não apenas eliminar o rival, mas também servir como uma demonstração de força e terror entre as organizações criminosas.
A elucidação do assassinato e a localização do corpo de Anderson foram resultado de uma rápida e eficaz ação das forças de segurança. A Força Tática, o 6º Batalhão da Polícia Militar (BPM) e o Batalhão Raio foram acionados após denúncias de que dois homens armados e suspeitos circulavam pela Rua da Campina, no bairro Santo Antônio.
Os homens foram interceptados em um carro, na Avenida São Luís. O taxista que os transportava informou ter recebido R$ 700 via Pix para levá-los até Cuiabá. Os criminosos, de 27 e 32 anos (e moradores de Cuiabá), disseram à PM que estavam em Cáceres apenas para executar um rival.
Onde os suspeitos estavam hospedados, a polícia encontrou arsenal e vestimentas que reforçam a execução: uma submetralhadora, uma capa balística, um coturno, uma máscara, um coldre e uma boina. Em outro endereço, foi apreendido um revólver calibre 38 e munições.
A ação policial continuou no município de Porto Estrela, onde a PM prendeu o terceiro envolvido, que estava no mesmo carro usado no crime. Este último confessou a participação e apontou o local onde os restos mortais foram abandonados: uma casa na rua Ávila, no bairro Jardim Imperial.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Cáceres, segue investigando o caso para identificar todos os envolvidos e aprofundar os detalhes da dinâmica do crime.

