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Leia: Polícia Civil deflagra operação contra mineração ilegal em Peixoto de Azevedo e Matupá (MT)
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OpiniãoMT > Blog > Polícia > Polícia Civil deflagra operação contra mineração ilegal em Peixoto de Azevedo e Matupá (MT)
Polícia

Polícia Civil deflagra operação contra mineração ilegal em Peixoto de Azevedo e Matupá (MT)

Jornalista Mauad
Publicado em: 20 de outubro de 2025
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3 Minutos de Leitura
Foto: Polícia Civil-MT
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), deflagrou a Operação “Rastro de Érebo” nos municípios de Peixoto de Azevedo e Matupá, nesta segunda-feira, dia 20 de outubro.

O foco da ação policial foi o cumprimento de mandados judiciais em cooperativas supostamente envolvidas na extração ilegal de minérios, um crime que causa grave degradação ambiental na região.

Foto: Polícia Civil-MT

A operação é o resultado de uma investigação iniciada em junho deste ano, após o recebimento de denúncias que apontavam um cenário alarmante de degradação. As apurações da Dema indicaram que as cooperativas estavam explorando a atividade minerária sem a devida licença ambiental emitida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), invadindo e degradando ilegalmente Áreas de Preservação Permanente (APPs).

MANDADOS E DETERMINAÇÕES RIGOROSOSAS DA JUSTIÇA

A Justiça determinou o cumprimento de dois mandados de busca e apreensão nas cooperativas localizadas em Peixoto de Azevedo, além de uma série de medidas cautelares severas para coibir o crime, como:

Foto: Polícia Civil-MT

-Bloqueio e Interdição: As atividades das cooperativas foram bloqueadas e os empreendimentos, interditados. A retomada das operações só será permitida após a regularização da situação junto aos órgãos ambientais competentes.

-Inutilização de Equipamentos: Foi determinada a inutilização das balsas envolvidas na atividade ilegal nos rios Peixoto e Peixotinho, especialmente quando a remoção não for logisticamente possível.

-Proibições: As cooperativas estão proibidas de emitir notas fiscais e de movimentar a exploração minerária ilegal, sob pena de multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento.

A operação busca apurar e coibir os danos provocados por balseiros que realizavam a extração ilegal de minérios, uma atividade que compromete diretamente os ecossistemas fluviais.

AÇÃO INTEGRADA ENVOLVE MÚLTIPLAS FORÇAS DE SEGURANÇA

A complexidade do crime e a necessidade de atuação em áreas de difícil acesso exigiram uma grande mobilização. A Operação Rastro de Érebo contou com a atuação integrada de 41 profissionais, utilizando meios fluvial, aéreo e terrestre.

Foto: Polícia Civil-MT

Participaram da ação a Coordenadoria de Recursos e Operações Especiais (Core), o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), o Batalhão de Operações Especiais (Bope), a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), além dos órgãos fiscalizadores Sema e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Os responsáveis pela extração ilegal estão sendo investigados por crimes ambientais previstos na Lei Federal nº 9.605/98, incluindo poluição, causar danos a florestas de preservação permanente e impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas.

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