A Netflix voltou ao centro de debates nas redes sociais depois que Elon Musk, bilionário e dono da plataforma X, incentivou usuários a cancelarem suas assinaturas do serviço de streaming. A polêmica surgiu em torno da série animada Dead End: Paranormal Park, que tem como personagem principal um adolescente transgênero.
Netflix é alvo de protesto nas redes sociais
A produção, lançada em 2022, apresenta a história de Barney, um jovem que deixa a casa da família para viver em um parque assombrado após sofrer rejeição da avó. O desenho, classificado para maiores de 7 anos, também traz representatividade LGBTQIA+, incluindo uma adolescente bissexual com autismo e um jovem vietnamita gay, que se torna o interesse amoroso do protagonista.
Embora o título tenha sido cancelado após duas temporadas, voltou a ser discutido quando um vídeo em que Barney revela ser trans viralizou no X. O material foi inicialmente compartilhado pelo perfil Libs of TikTok, que criticou a Netflix por exibir o conteúdo destinado a crianças.
Elon Musk compartilhou a postagem e escreveu que “isso não está certo”. Em outra publicação, ele se referiu ao criador da série, Hamish Steele, como “predador”. O empresário também compartilhou uma ilustração que retrata a Netflix como um “Cavalo de Troia”, sugerindo que a plataforma estaria impondo valores ideológicos a crianças.
Após as publicações, o perfil Libs of TikTok mostrou diversos usuários cancelando suas contas no serviço de streaming. No mesmo período, as ações da Netflix registraram queda de 2% no mercado, refletindo a repercussão do caso.
Histórico de críticas de Musk
A polêmica também trouxe à tona o histórico de Elon Musk em relação ao tema. O empresário já fez críticas ao que chama de “ideologia trans”. Além disso, possui uma relação pessoal marcada por conflitos: seu filho, que iniciou a transição de gênero aos 16 anos e hoje se apresenta como Vivian Jenna Wilson, não mantém contato com ele.
A campanha de Elon Musk contra a Netflix evidencia como discussões sobre representatividade em produções audiovisuais continuam gerando divisões nas redes sociais. O caso reforça o impacto que figuras públicas têm sobre o consumo de grandes plataformas de streaming, especialmente quando críticas se misturam a debates sociais e familiares.

