*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O policial militar Raylton Duarte Mourão confessou ter atirado contra a personal trainer Rozeli Katiuscia Ferreira de Lima, em um crime que chocou Várzea Grande. O assassinato, ocorrido no dia 11 de setembro, teria sido motivado por uma disputa judicial decorrente de um acidente de trânsito.
Em seu depoimento à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o PM negou a participação de sua esposa, Aline Valandro Kounz, que tem um mandado de prisão temporária em aberto e é considerada foragida. A defesa de Aline sustenta que ela é inocente e não teve envolvimento no crime.
Mourão relatou à polícia que “ficou atormentado para matar” porque não conseguia mais se controlar, em razão de um processo movido por Rozeli. A vítima pedia uma indenização de R$ 24 mil após um acidente de trânsito ocorrido em 25 de março na Avenida Filinto Müller. O incidente envolveu um caminhão-pipa da empresa do casal, o carro da vítima e um terceiro veículo. A investigação aponta que o caminhão-pipa da empresa do PM e sua esposa atuava na ilegalidade.
Nesta segunda-feira (22), o juiz Pierro de Faria Mendes, da 1ª Vara Criminal de Várzea Grande, determinou que o policial militar passe por tratamento psiquiátrico. A decisão foi tomada durante a audiência de custódia e se baseou no depoimento de Mourão, que afirmou sofrer de síndrome do pânico, depressão e outros transtornos.
A decisão do magistrado foi enfática: “Oficie-se à Diretoria da Unidade Prisional e à Secretaria Municipal da Saúde de onde o custodiado foi recolhido para que, no prazo de 10 dias, proceda ao tratamento adequado”.
O juiz também manteve a prisão temporária do soldado e o manteve detido no Batalhão de Força Tática, em Cuiabá. Mourão se entregou à corporação no último domingo, dia 21 de setembro, e foi levado à DHPP para prestar depoimento na manhã desta segunda-feira, dia 22 de setembro.
Segundo a investigação, ele teria disparado contra Rozeli enquanto estava na garupa de uma motocicleta, no bairro Cohab Canelas, em Várzea Grande.
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