O ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ex-corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Benedito Gonçalves, teve seu visto de entrada nos Estados Unidos revogado. A decisão foi confirmada pela agência de notícias Reuters e atinge também outras autoridades brasileiras, mas até o momento o governo norte-americano não divulgou os motivos da medida.
Benedito Gonçalves e sua atuação no TSE
Benedito Gonçalves ganhou notoriedade no cenário jurídico ao relatar duas ações no TSE que resultaram na inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro por oito anos. As decisões acusaram abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral. Sua atuação firmou posição de destaque ao usar o termo “missão dada é missão cumprida” na cerimônia de posse do presidente Lula.
Além de Benedito Gonçalves, outras figuras ligadas ao Judiciário e à área jurídica também tiveram seus vistos cancelados pelos Estados Unidos. Entre elas estão:
– José Levi, ex-procurador-geral da República;
– Airton Vieira, juiz auxiliar do Supremo Tribunal Federal;
– Marco Antonio Martin Vargas, ex-assessor do TSE;
– Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, assessor judicial.
Segundo a Reuters, todos foram notificados sobre a decisão, mas o Departamento de Estado dos EUA reforçou que não comenta casos individuais de vistos.
Outro nome incluído na lista de sanções foi o de Jorge Messias, atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU). Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (22), Messias classificou a medida como uma “agressão injusta” e ressaltou seu compromisso com a independência do sistema de Justiça brasileiro.
Críticas às ações unilaterais
Na manifestação, Jorge Messias afirmou que a decisão dos EUA representa um agravamento de ações unilaterais contra autoridades brasileiras e seus familiares. Ele destacou que tais medidas não condizem com a tradição diplomática construída ao longo de mais de 200 anos de relações entre Brasil e Estados Unidos.

