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Leia: Donos da Fast Shop fecham acordo de R$ 100 milhões com MP-SP
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21 de outubro de 2026 20:39

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OpiniãoMT > Blog > Brasil > Donos da Fast Shop fecham acordo de R$ 100 milhões com MP-SP
Brasil

Donos da Fast Shop fecham acordo de R$ 100 milhões com MP-SP

Fast Shop firma acordo de R$ 100 milhões com o Ministério Público de SP em caso de desvio de créditos de ICMS.

Redação OPMT
Publicado em: 16 de setembro de 2025
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2 Minutos de Leitura
Donos da Fast Shop fecham acordo de R$ 100 milhões com MP-SP
Mário Otávio Gomes, diretor estatutário da Fast Shop. Imagem: Divulgação.
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A rede varejista Fast Shop firmou um acordo de não persecução penal com o Ministério Público de São Paulo (MPSP) após ser investigada em um esquema de desvio de recursos públicos relacionados a créditos de ICMS. O compromisso prevê indenizações milionárias e mudanças nas práticas de gestão da empresa.

Fast Shop e o acordo com o Ministério Público

Segundo informações do MPSP, a Fast Shop se comprometeu a pagar R$ 100 milhões em prestação pecuniária penal e devolver os valores obtidos de forma irregular. Além disso, os sócios e o diretor envolvidos deverão implantar um programa de compliance rigoroso e adotar novas medidas de governança corporativa.

O Ministério Público destacou que a iniciativa tem como objetivo não apenas a reparação dos danos, mas também a preservação das atividades da empresa e a manutenção dos empregos gerados.

Operação Ícaro e os desvios investigados

A investigação teve início com a Operação Ícaro, deflagrada em agosto. A apuração revelou que empresários ligados à Fast Shop pagavam auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo para agilizar processos de ressarcimento de créditos de ICMS.

Embora o ressarcimento seja um direito de empresas varejistas contribuintes, o trâmite costuma ser complexo e demorado. Para contornar essas dificuldades, os envolvidos recorreram a pagamentos ilícitos que facilitaram a liberação dos créditos.

Valores movimentados no esquema

De acordo com o MPSP, a Fast Shop pagou mais de R$ 422 milhões à empresa de fachada Smart Tax, controlada por fiscais da Fazenda, entre dezembro de 2021 e julho de 2025. Como retorno, a companhia teria recebido cerca de R$ 1,5 bilhão em créditos de ICMS.

Durante as investigações, o diretor da Fast Shop chegou a ser preso, reforçando a gravidade do caso e o impacto das descobertas da operação.

Em notas anteriores, a Fast Shop afirmou que tem colaborado integralmente com as autoridades desde o início das apurações. A empresa reiterou o compromisso de ajustar suas práticas internas e reforçar sua transparência administrativa.

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