*Sêmia Mauad/ Opinião MT
A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) gerou forte reação entre os parlamentares do Partido Liberal (PL). A decisão, que encerrou o julgamento com um placar de 4 a 1, condenando Bolsonaro por crimes como organização criminosa e golpe de Estado, foi duramente criticada como um ato de perseguição política.
O deputado federal José Medeiros (PL) não poupou palavras ao classificar o veredito. “Novidade zero”, disse ele, afirmando que o resultado era esperado. Segundo Medeiros, o STF baseou sua decisão em “zero legislação, zero jurisprudência, fundamentado só em opiniões, em achismos”. Ele destacou o voto do ministro do STF Luiz Fux, o único a divergir, como a prova de que o julgamento foi politicamente motivado. Para ele, o Judiciário está “simplesmente rasgando a Constituição” e agindo de acordo com interesses próprios. O parlamentar finalizou sua fala clamando pela anistia como “o último suspiro da democracia no Brasil”.
O deputado federal Rodrigo da Zaeli (PL) também se manifestou, chamando o julgamento de “político”. Ele questionou a base legal da condenação, afirmando que o Código Penal não prevê punição para “suposta tentativa” de crime. Zaeli ainda criticou o fato de Bolsonaro ter sido julgado por uma Turma do Supremo, mesmo sem ter foro privilegiado, o que, em sua opinião, viola as regras processuais. Em um tom de desabafo, o deputado chamou a si mesmo e ao povo de “manés” por terem acreditado em justiça e concluiu que o dia do julgamento “vai estar escrito em negrito nos livros de história como o dia da vergonha do Judiciário”.
Para o deputado federal Nelson Barbudo (PL), a decisão do STF é um sintoma alarmante do avanço do Brasil “rumo a um regime autoritário”. Ele pediu que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PL), paute imediatamente o projeto de anistia para que o país possa “sonhar com um país verdadeiramente livre novamente”.
A deputada federal Coronel Fernanda (PL) afirmou que a condenação vai além de Bolsonaro. “Não condenaram apenas o nosso líder, condenaram milhões de brasileiros que acreditam na mudança”, disse ela, ecoando o sentimento de sua base eleitoral. Em um apelo à resistência, a parlamentar afirmou que “o poder supremo é o povo” e que os apoiadores de Bolsonaro vão se “erguer ainda mais fortes”, pois “ninguém vai nos calar”.
O deputado federal Coronel Assis (União Brasil) usou também as redes sociais para classificar o julgamento como uma “Suprema Perseguição”. Ao analisar o voto da ministra Cármen Lúcia, o parlamentar questionou a falta de individualização de condutas e de provas concretas. Para ele, o Judiciário se baseou em “narrativas” e “discursos” para condenar Bolsonaro. “Gente que nunca se falou virou ‘organização criminosa’. Discurso virou prova. Narrativa virou fundamento jurídico”, afirmou Assis, reforçando a percepção de que a decisão foi politicamente motivada e carente de base jurídica sólida.
VEJA VÍDEO DO DEPUTADO FEDERAL JOSÉ MEDEIROS (PL)
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VEJA VÍDEO DO DEPUTADO FEDERAL RODRIGO DA ZAELI (PL)
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VEJA POST DA DEPUTADA FEDERAL (PL) CORONEL FERNANDA
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