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OpiniãoMT > Blog > Agronegócio > A transformação silenciosa no campo: Como o Agro Sustentável alimenta a cidade
Agronegócio

A transformação silenciosa no campo: Como o Agro Sustentável alimenta a cidade

última atualização: 12 de setembro de 2025 14:29
Jornalista Mauad
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27 Minutos de Leitura
Foto: Reprodução
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

Pra gente da roça, a conversa sobre defensivo biológico é como falar de uma sabedoria antiga que está ganhando terreno. Não é uma invenção recente.

Não é produto químico que joga. É saúde que cultiva pra proteger a vida da planta. É como se a gente pegasse um time de competentes ajudantes e colocasse eles pra trabalhar na lavoura.

Esses “soldados do bem” são fungos, bactérias e insetos que são criados e multiplicados. Por exemplo, tem uma bactéria que é boa de briga pra acabar com a lagartinha que gosta de comer folhas. E tem um fungo que, quando encontra a praga, gruda nela e acaba com a farra. Não se briga com a natureza, aprende a usar a força dela.

Diferente do defensivo químico, que muitas vezes é como um remédio forte que não faz distinção, o biológico é mais como um tratamento. Ele vai cuidando do solo, deixando ele mais vivo, mais sadio. E com a terra saudável, a planta cresce mais forte e consegue se defender sozinha. E é sobre este “causo” que vamos falar nesta “prosa”.

PRÁTICAS IMPORTANTES NA FAZENDA: O VALOR DO CULTIVO BIOLOGICO

O sol se põe no horizonte, pintando o céu do Mato Grosso de mil cores, em um espetáculo que só a nossa terra sabe fazer. É o fim de mais um dia de labuta, mas também a promessa de um novo começo. Amanhã, bem antes do sol nascer, o produtor já estará de pé. O cheiro da terra molhada se mistura com o aroma de mato fresco, anunciando que a vida no campo não para, e é nesse cenário que uma revolução silenciosa e cheia de vida está brotando. Uma revolução que não é feita de tratores barulhentos ou de máquinas gigantes, mas sim de minúsculos seres, quase invisíveis, que trabalham em silêncio para nos dar o que de mais precioso a terra pode oferecer: o alimento.

Essa é a história de como a sustentabilidade no campo, que à primeira vista parece um papo de gente da cidade, está, na verdade, mudando a vida de quem está na lida. O Brasil, afinal de contas, é um dos maiores celeiros do mundo, e a gente aqui em Mato Grosso é o coração dessa produção. É a garantia de que o alimento é bem cuidado desde o plantio, uma preocupação com a qualidade que não é só do consumidor urbano, mas também de quem vive e trabalha da terra.

Cristian Willy Braun, é produtor rural com as mãos na terra e a cabeça no futuro. Ele e sua família, que tocam o grupo Agro Braun, são donos das fazendas Maranata e Canário, em Primavera do Leste, distante cerca de 240 km de Cuiabá.

Foto: Reprodução

Eles cultivam soja, milho e algodão, com uma parte da lavoura irrigada por sete pivôs, o que dá um ânimo a mais pra colheita.

Foto: Reprodução

O assunto da nossa conversa não foi o preço da saca ou a previsão do tempo, mas sim algo que brota do próprio chão da fazenda: a agricultura sustentável. Para o Cristian, essa não é uma moda passageira, mas um jeito de fazer as coisas que veio para ficar. Ele me contou que já faz mais de dez anos que eles usam produtos biológicos e, mais do que isso, que eles próprios produzem esses bioinsumos na fazenda.

A história do Cristian é um bom exemplo de como a simplicidade pode virar coisa grande. Ele contou que tudo começou com uma caixa d’água, onde eles multiplicavam os biológicos. Hoje, o sistema é outro: eles têm biorreatores de inox, todos computadorizados. Parece coisa de laboratório, mas está no campo. “A gente começou com coisas bem simples e começamos a multiplicar os biológicos. Hoje temos biorreatores igual a uma indústria de biológico tem. Esse foi o nosso investimento porque os biorreatores eles são comodatos. A empresa que fornece os insumos emprestou os biorreatores, e o investimento da família foi na estrutura. A empresa fornece o biorreator pra fazermos a multiplicação e em contrapartida a gente compra os insumos deles”, explicou.

https://opiniaomt.com.br/wp-content/uploads/2025/09/video-Cristian.mp4

 

A grande vantagem, segundo o Cristian, está no bolso e, claro, na saúde da terra. Se fosse comprar os biológicos prontos, o custo seria parecido com o dos defensivos químicos. A mágica acontece quando se produz na própria fazenda, a chamada produção on farm.

“Se eu fosse comprar biológico da indústria, o custo quase não muda nada porque hoje um biológico industrial ou produto químico os preços são muito parecidos. Por isso, que a gente insiste em fazer o biológico on farm, porque ai sim você tem uma diferença de custo bem acentuada. O meu produto fabricado na fazenda se torna bem mais barato. Daí, você consegue uma redução”.

Ele ressalta que o objetivo não é zerar o uso de químicos, mas sim fazer com que os dois trabalhem juntos. Com os biológicos, ele consegue diminuir o número de aplicações de químicos, o que já é uma economia e tanto.

“O fato de você estar usando biológico na lavoura você consegue diminuir uma ou duas de químico. Não vou dizer que zera porque os dois, tanto o químico quanto o biológico, eles têm que trabalhar juntos. Quando a gente entra com biológico bem feito, a gente consegue diminuir uma, duas até três de químico na lavoura. Aí dependendo do preço do produto tem uma redução legal de custo, mas não é só isso. O biológico traz uma vantagem a longo prazo de você não estar usando tanto químico, você consegue ver uma melhora de solo, uma melhora em um ecossistema como um todo”.

A produção de bioinsumos na fazenda não é uma linha de montagem, é um cuidado que se molda seguindo o ritmo do próprio campo. Cristian explica que eles multiplicam os biológicos de acordo com a necessidade.

“Mensurar a produção é difícil porque a agricultura é sazonal. A gente tem época de plantio de soja que seria de setembro a outubro, e a gente usa os biológicos para aquilo que é de interesse. Se eu quero controlar nematoide, eu multiplico biológicos que tenham melhor efeito de nematoide. Depois lá na frente eu vou multiplicar biológico que tenha ação sobre mosca branca. Então, dependendo do que você quer controlar, que você vai multiplicar o biológico. Cada ano isso muda também. De um ano para o outro nunca é a mesma coisa. O plantio de soja é uma vez ao ano e em janeiro se muda os biológicos porque vai estar plantando milho safrinha e o algodão”. É um trabalho que muda a cada safra, mostrando que a agricultura é um organismo vivo, que se adapta e responde aos desafios da natureza.

A mosca branca é uma praga minúscula, uma enxurrada de pontinhos brancos que voam quando a gente passa na lavoura. Pousa nas folhas e vai sugando a seiva da planta, deixando ela fraca e amarelada. Atrai formigas e fungos, melando tudo e atrapalhando a planta de fazer a fotossíntese. É um bichinho danado de pequeno que, quando chega em bando, faz um estrago danado. Já o nematoide vive na terra e gosta de atacar as raízes das plantas. É um parasita que vai sugando a força das raízes, fazendo com que a planta fique doente, com a folha amarela e, muitas vezes, atrofiada, sem conseguir se desenvolver direito.

Continuando nossa prosa, perguntei ao Cristian se o uso dos biológicos já trouxe um aumento na produtividade da lavoura. Ele foi direto e reto, como o bom homem do campo.

“Existem biológicos que são para defesa como controle de alguma praga, de alguma doença, então esses biológicos vão entrar no lugar de defensivos químicos e isso nem sempre quer dizer aumento de produtividade”. Mas outros, sim, dão um empurrãozinho na lavoura. Existem biológicos que ajudam a planta a absorver melhor os nutrientes, como o fósforo, o que se traduz em uma colheita mais saudável e mais gorda. “Existe biológico para disponibilização de fósforo, existem biológicos que dão essa melhora na estrutura da planta e essa melhor nutrição. Dependendo do foco e do que a gente quer naquela hora ou biológico serve para uma defesa ou pra uma correção, ou biológico serve para um estímulo, que seria nutricional. No geral, a gente usa biológico para aumento de produtividade, principalmente, em soja e milho. Tem um incremento de produtividade”, explicou.

O uso dos biológicos traz uma saúde melhor para o solo. “Quanto menos químico a gente usa, menos desequilíbrio biológico a gente causa na microbiota do solo. Esse desequilíbrio que os químicos vêm trazendo vem abaixando a produtividade, o que vem nos trazendo desafios para corrigir e tentar manter a produtividade mais alta. Não quer dizer que todo biológico é responsável por uma maior produtividade. Dependendo do foco e do que a gente quer naquela hora, biológico serve para uma defesa ou pra uma correção, ou biológico serve para um estímulo, que seria nutricional. No geral, a gente usa biológico para aumento de produtividade, principalmente, em soja e milho”, destacou o produtor.

Os biológicos, com um manejo que valoriza a matéria orgânica e a palhada, trazem um equilíbrio, e isso se reflete na produtividade ano após ano. O Cristian já percebeu que as pragas demoram mais para voltar, e que a lavoura está cheia de joaninhas e aranhas, “aqueles que nos ajudam”.

E a inovação na propriedade não para. O Cristian me contou de um projeto novo, que é pura lida da terra. Eles estão tentando trazer para dentro da lavoura o equilíbrio biológico que existe em uma mata virgem, multiplicando fungos e bactérias, aplicando na lavoura. “A gente começou ano passado esse pequeno trabalho e já vimos resultado e vamos começar a expandir isso para as áreas com máximo de hectare que conseguimos esse ano.

É um trabalho novo, mas que já está dando resultado. Um jeito de mostrar que o campo e a natureza são parceiros. O impacto da agricultura sustentável não se resume a um número, mas sim a uma mudança de mente e de mãos à obra. É a certeza de que a terra, quando bem tratada, nos devolve o carinho com generosidade. E que o progresso não precisa ser medido pela quantidade de sacas, mas sim pelo respeito a terra que nos alimenta.

A CIÊNCIA QUE BROTA DO CAMPO

Para entender a ciência por trás de tanto cuidado, conversamos com Fábio Augusto Bardusco, engenheiro agrônomo, especialista em Produção Orgânica e Horticultura Tropical. Ele explicou que pragas e doenças não aparecem à toa. “As pragas e as doenças indicam algum desequilíbrio no solo ou na planta. Uma planta que está em um solo equilibrado, que está em equilíbrio de nutrição, sem nenhum stress, ela não apresenta pragas e nem doença. Quando a gente pensa em controle tem que pensar primeiro em nutrição dessas plantas”, ressaltou.

Foto: Reprodução

O uso de biológicos, segundo Fábio, traz inúmeras vantagens. Em primeiro lugar, para o meio ambiente, pois eles têm um menor impacto ambiental. “Um produto biológico, normalmente, ele ataca somente a praga, então não causa morte dos inimigos naturais, de outros insetos que não são o alvo. Além de ser uma alternativa com muita eficácia no controle de pragas e doenças que já encontraram resistência aos produtos químicos”.

Na pequena propriedade, a vantagem é ainda maior para o consumidor, com menos resíduos químicos: “Pra questão da pequena escala tem a questão ainda de contaminação dos consumidores. Se diminui a concentração dos resíduos químicos porque o produto biológico não tem esse problema”. E, para o produtor, o benefício é claro: “O produtor e a família dele mexem com aquele produto semanalmente. O biológico traz uma segurança, porque nem todo mundo usa os EPIs certos. Ele sabe que o que ele está usando não vai trazer risco pra saúde dele.”

Sobre a eficácia, Fábio explica que o biológico tem seu próprio jeito de agir. “Alguns biológicos precisam de umidade para funcionar. Mas na horticultura, onde tem irrigação, a gente consegue essa umidade e ele funciona muito bem”.

Fábio ainda conta que o uso de produtos biológicos vem crescendo na casa dos 15% ao ano no Brasil, e até grandes marcas estão entrando nesse mercado. Mato Grosso lidera essa adoção, com as lavouras usando cada vez mais os biológicos, porque a eficiência contra pragas e doenças tem se mostrado excelente.

E o futuro, como ele enxerga? Para o engenheiro agrônomo, não há dúvidas: os defensivos biológicos vão se tornar a principal ferramenta no campo. “Ainda está no começo do uso deles, mas ainda vai crescer muito esse mercado”, afirma. Ele acredita que o Brasil tem tudo para se tornar uma referência mundial nesse tipo de controle, desde que haja apoio de instituições de pesquisa, do governo e da iniciativa privada. Com isso, os produtores podem ter colheitas mais produtivas e lucrativas, e os consumidores, alimentos mais saudáveis, com menos contaminantes.

DA PRÓPRIA TERRA, O REMÉDIO PRA HORTA

No pequeno sítio de meio hectare, conhecido como Campo Alegre, em Barra do Garças, a cerca de 500 km de Cuiabá, Paulo Teresino da Silva e a dona Natalícia Rodrigues da Silva não têm tempo a perder. A vida deles, que antes era na lida como empregados, hoje é dedicada a cuidar de cada pezinho de alface, couve, agrião, manjericão, cebolinha, chicória, hortelã e todas as outras maravilhas que brotam do chão da pequena propriedade. Já são cinco anos na lida no campo conta o casal com voz mansa de quem sabe o que é trabalho.

Foto: Reprodução

Quando eles começaram com a horta, a feira da cidade foi crescendo e o povo queria mais. Eram cinco feiras por semana e para dar conta de tudo e ter verdura fresquinha para vender, o defensivo químico já não servia mais. É que esses produtos têm um tal de “tempo de carência”, que é o tempo que tem que esperar para poder colher depois de aplicar o produto. “Os químicos tem produtos tem que esperar 14 dias e o biológico a carência é menor”, explicaram. A horta deles, que é pequena e tem uma rotatividade grande, não podia parar tanto tempo: “A rotatividade é mais rápida, e o produto chega fresquinho pro cliente”, ressaltaram.

O defensivo químico é como um remédio de emergência. Na hora, ele até resolve a praga, mas traz outro problema: o tempo de carência. É um tempo de espera obrigatório, que pode durar dias, pra garantir que a lavoura não tenha resíduo e não faça mal pra gente. É como se a natureza dissesse: “Espere a poeira baixar para poder colher”.

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Paulo e dona Natalícia contam ainda que adotaram o uso de defensivos biológicos no começo do ano passado, com a ajuda de um técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

Eles descobriram que a batalha contra pragas como a traça e a lagartinha, que adoram as folhas da couve, podia ser vencida com a própria natureza: “Usamos esterco de gado e esterco aviário na horta. Colocamos também palha de arroz pra proteger do excesso de água e misturamos com a terra. Para controle de praga e inseto usa mistura da folha de mamona e bate liquidificado e descansa e coa e coloca na bomba de 20 litros para combate. Usa calda de fumo para matar as traças e besouros e usa Boveria ou Beauveria bassiana que é biológico e controla de praga. Para podridão usa calda bordalesa”, explicaram.

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Essa agilidade se traduziu em mais vendas e mais dinheiro no bolso. A produção de alface, por exemplo, saltou para 12 canteiros. A de couve, com três canteiros, consegue dar conta dos pedidos com dois plantios por ano. Para se ter uma ideia, só no mês de julho, eles venderam 555 “palitos” de alface (cada um com três pezinhos), e 202 pacotes de couve, um volume que mostra o quanto a horta, com a ajuda dos biológicos, está rendendo.

A economia é um bom incentivo, mas a qualidade do produto é o que faz a clientela voltar. Paulo e dona Natalícia vendem em cinco feiras por semana, em Barra do Garças, Aragarças e Pontal do Araguaia, e a freguesia só aumenta.

Foto: Reprodução

“A alface fica mais docinho, não amarga. E as pessoas podem consumir sem perigo pra saúde. Isso é o mais gratificante, saber que a gente tá melhorando a saúde das pessoas com o que a gente produz.”

A SEMENTE DO PROGRESSO

O mundo dos defensivos biológicos, que a gente conheceu do Cristian e da família do Paulo usando, está crescendo de um jeito que até as grandes empresas estão de olho.

A gente tentou um bom dedo de prosa com a Amaggi, que é uma gigante do agronegócio, dessas que a gente escuta falar longe, e que está fazendo um investimento pra lá de grande. A empresa, por meio de uma nota, nos contou de um investimento de R$ 120 milhões numa fábrica de bioinsumos aqui em Cuiabá.

Foto: Sêmia Mauad/ Opinião MT

É um sinal claro de que o futuro do campo é verde e que a turma grande quer entrar nessa. A expectativa é que a fábrica produza 80 mil litros de bioestimulantes e biodefensivos por mês.

A ideia, segundo eles, não é só produzir mais, mas produzir melhor. A fábrica, que terá tecnologia de ponta, com biorreatores e laboratórios, quer ajudar a reduzir o uso de químicos nas lavouras de soja, milho e algodão da própria empresa.

“O principal objetivo é reduzir o uso de químicos nas lavouras, em conformidade com as práticas de agricultura regenerativa já adotadas pela Amaggi, visando a saúde e a restauração do solo. A fábrica vai possibilitar à Amaggi a diminuição da utilização de inseticidas, nematicidas e fertilizantes na produção agrícola, bem como redução na emissão de poluentes”, disse trecho da nota.

É a prova de que o progresso e a sustentabilidade, que a gente vê na pequena horta da família e nas grandes fazendas, caminham de mãos dadas. O que antes era um segredo de poucos, agora é uma realidade que está chegando para todos, mostrando que a agricultura pode, sim, ser amiga da natureza e garantir o pão na mesa de todo mundo.

A CONEXÃO SABOROSA DA CIDADE COM O CAMPO

O resultado de todo esse trabalho, do pequeno sítio à grande fazenda, chega nas mãos de quem vive o corre-corre da cidade. Para pessoas como João Batista Andrade Ramos, cliente do Paulo e dona Natalícia há mais de três anos, a qualidade é inegável. “Nesse tempo, eu pude comprovar a qualidade das hortaliças. O segredo é terra boa, água cristalina, o cuidado diário e amar o que faz. Amar a agricultura familiar”.

Deuzirene dos Santos Maciel, cliente há quatro anos, reforça a confiança na produção. “Olha a perfeição da alface, folhas sedosas. Vem tudo limpinho e maravilhoso. As folhas são de qualidade. Faço salada pro almoço”.

Foto: Reprodução

A Liane Hass, moradora de Barra do Garças, faz questão de ir de longe para comprar as hortaliças da família. “Sou cliente há mais de 5 anos e a qualidade deles me surpreende. Eu venho de longe para poder comprar essas maravilhas de alface. Vou levar uma alface, cheiro verde que eu gosto muito também”, conta.

Foto: Reprodução

E é assim que a conexão entre o campo e a cidade se fortalece. Do pequeno agricultor ao grande produtor, o uso de defensivos biológicos e bioinsumos não é só uma moda passageira, mas uma necessidade para um futuro mais sustentável. E essa conexão vai além da alface e da couve. O milho produzido de forma sustentável no campo, por exemplo, gera o etanol de milho, que movimenta os carros nas cidades, e também o DDG (grãos secos destilados com solúveis), que é usado na ração de gado e frango, virando a carne que chega à mesa dos consumidores. A soja, aquela sementinha graúda, vira um monte de coisa. Vira ração que alimenta o gado, vira farinha que vai pro pão. Mas o que a gente mais vê, é o óleo de cozinha. É ele que garante o pastelzinho da feira no domingo, o bolo fofinho da tarde e o bife frito no almoço. É a prova de que o trabalho do campo, do comecinho ao fim, está na vida da gente, todo dia.

É um ciclo virtuoso, onde o cuidado com a terra se transforma em saúde, sabor e desenvolvimento para todos, mostrando que a vida na roça e na cidade podem, e devem, caminhar juntas, lado a lado, com o mesmo horizonte em mente: um futuro mais verde, mais saudável e mais saboroso.

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