O portal Defesa Net, voltado para temas militares, divulgou através de uma reportagem que uma operação militar secreta do governo brasieiro chamada Operação Imeri estaria sendo discutida nos bastidores do Itamaraty em Brasília. O plano, cujo nome faz referência à serra localizada na fronteira entre Brasil e Venezuela, tinha como propósito organizar uma ação de resgate do narco-terrorista venezuelano Nicolás Maduro.
Pressão sobre Nicolás Maduro
Nos últimos dias, o presidente Donald Trump enviou três destróieres e aproximadamente 4 mil militares ao Caribe para combater o Cartel de los Soles, organização acusada de conexões diretas com o governo venezuelano.
Nicolás Maduro passou a ser classificado como narcoterrorista, com uma recompensa de 50 milhões de dólares oferecida por sua captura. Ele também foi associado a redes criminosas como o cartel de Sinaloa e o grupo Tren de Aragua.
A mobilização norte-americana gerou forte resposta em Caracas. Maduro acionou as forças de defesa aérea, convocou milicianos e ordenou planos de contingência às Forças Armadas da Venezuela. O ministro do Interior, Remigio Ceballos Ichaso, reforçou o discurso de resistência contra o que chamou de ameaça imperialista.
A Operação Imeri ganhou destaque nos bastidores diplomáticos
De acordo com a reportagem do Defesa Net, a Operação Imeri começou a ser discutida em encontros diplomáticos, incluindo uma reunião entre o chanceler brasileiro Mauro Vieira e o representante venezuelano Yván Gil, em Bogotá, durante a cúpula da OTCA/CELAC. Oficialmente, o encontro tratava de integração econômica e cooperação fronteiriça, mas nos bastidores circulavam os planos de retirada emergencial de Maduro.
O plano incluía a mobilização de doze navios da Marinha do Brasil, entre eles o Porta-Helicópteros Atlântico, fragatas da classe Niterói e o navio-doca Bahia. Tropas de Operações Especiais dos Fuzileiros Navais e do Grupamento de Mergulhadores de Combate seriam acionadas para abrir um corredor de evacuação. Para o público, a movimentação seria apresentada como exercício de treinamento e presença estratégica.
Outra alternativa da Operação Imeri previa a infiltração de um avião KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira, acompanhado por destacamentos de Operações Especiais do Exército, Marinha e Aeronáutica. A aeronave pousaria em pista previamente selecionada para retirar Maduro e sua cúpula, com destino a Boa Vista ou Manaus. Oficialmente, a ação seria apresentada como missão de caráter humanitário.
Divergências internas e pressão dos estados unidos
O plano brasileiro não passou despercebido por órgãos de inteligência norte-americanos. O Comando Sul dos Estados Unidos (USSOUTHCOM) acompanhou de perto os movimentos, alertando que qualquer tentativa de resgate resultaria em novas sanções econômicas e diplomáticas contra o Brasil.
Dentro das próprias Forças Armadas brasileiras também houve divisões. A Marinha se mostrou resistente em participar da missão, revelando falta de consenso sobre o apoio a Maduro.
Relatos apontaram sinais de preparação logística vinculada à Operação Imeri. Foram registrados voos de treinamento em bases de Anápolis e Campo Grande, deslocamento de blindados para Boa Vista e reforço da segurança na região de Pacaraima, fronteira entre Brasil e Venezuela. Esses indícios reforçaram as suspeitas sobre a existência de um plano alternativo para proteger o ditador venezuelano.

