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Leia: Puxada pelos juros altos, economia desacelera e cresce apenas 0,5% no 2º trimestre
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21 de outubro de 2026 21:27

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Economia

Puxada pelos juros altos, economia desacelera e cresce apenas 0,5% no 2º trimestre

A economia desacelera no Brasil com PIB avançando 0,5% no 2º trimestre, abaixo do ritmo anterior. Juros altos e agropecuária explicam o cenário.

Redação OPMT
Publicado em: 18 de agosto de 2025
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4 Minutos de Leitura
Puxada pelos juros altos, economia desacelera e cresce apenas 0,5% no 2º trimestre
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A economia desacelera no Brasil, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). O Monitor do Produto Interno Bruto (PIB) mostrou que o crescimento do país entre abril e junho foi de apenas 0,5%, resultado inferior ao do primeiro trimestre, quando a alta havia sido de 1,3%.

Economia desacelera no segundo trimestre

O estudo serve como uma prévia do dado oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e aponta o desempenho da produção de bens e serviços no país. Na comparação com o mesmo período de 2024, a economia avançou 2,4%, enquanto no acumulado de 12 meses a alta chegou a 3,2%. Em valores, a estimativa para o PIB do primeiro semestre de 2025 alcança R$ 6,109 trilhões.

De acordo com Juliana Trece, economista do Ibre, os setores de serviços e indústria foram os principais responsáveis pelo desempenho positivo no segundo trimestre. Nos serviços, o avanço ocorreu de maneira ampla, atingindo a maior parte das atividades. Já na indústria, o resultado foi puxado pela atividade extrativa, o que indica maior vulnerabilidade no restante do setor.

A especialista destacou que a ausência de uma contribuição relevante da agropecuária, presente no início do ano, somada ao impacto dos juros elevados, foi determinante para que a economia desacelera-se no período.

Consumo das famílias perde fôlego

Outro dado que confirma a tendência de que a economia desacelera está no comportamento do consumo das famílias. Embora ainda em crescimento, os números vêm encolhendo desde o final de 2024. No quarto trimestre do ano passado, a alta foi de 3,7%. No primeiro trimestre de 2025, o avanço caiu para 2,6%, e entre abril e junho chegou a apenas 1,5%, sempre na comparação com os mesmos períodos dos anos anteriores.

Por que a taxa Selic pesa na economia

A elevação da taxa básica de juros (Selic) é apontada como um dos principais fatores para que a economia desacelera. Desde setembro de 2024, a Selic saiu de 10,5% ao ano para 15%, maior patamar desde 2006. O objetivo do Banco Central, ao elevar os juros, é conter a inflação, que está acima do teto da meta desde o ano passado.

O mecanismo funciona porque os juros altos encarecem o crédito para consumidores e empresas, desestimulando empréstimos e investimentos produtivos. Além disso, tornam mais vantajoso aplicar recursos em renda fixa do que em novos negócios, reduzindo a atividade econômica. Segundo o próprio Banco Central, os efeitos da Selic levam de seis a nove meses para impactar de forma mais clara a inflação e o crescimento.

PIB oficial será divulgado em setembro

O Monitor do PIB da FGV é uma das principais referências sobre a atividade econômica, mas não é o único. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), também publicado nesta segunda-feira (18), apontou crescimento de 0,3% no segundo trimestre e expansão de 3,9% em 12 meses.

O resultado oficial do PIB brasileiro, calculado pelo IBGE, será apresentado em 2 de setembro e deverá confirmar se a economia desacelera de forma mais intensa ou se há espaço para retomada ainda neste ano.

Os números indicam que a economia desacelera em meio a juros elevados e perda de força do consumo das famílias. Apesar de setores como serviços e indústria ainda sustentarem algum crescimento, o ritmo é mais fraco do que o registrado no início de 2025. A expectativa agora recai sobre o próximo dado oficial do IBGE, que deve detalhar os desafios para manter a atividade em expansão.

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