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Leia: Câmara de Cuiabá aprova projeto de lei que proíbe transição de gênero em menores de 18 anos
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OpiniãoMT > Blog > Política > Câmara de Cuiabá aprova projeto de lei que proíbe transição de gênero em menores de 18 anos
Política

Câmara de Cuiabá aprova projeto de lei que proíbe transição de gênero em menores de 18 anos

última atualização: 16 de julho de 2025 10:14
Jornalista Mauad
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4 Minutos de Leitura
Foto: Assessoria
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*Sêmia Mauad/ Opinião MT

A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou em segunda votação, na última terça-feira, dia 15 de julho, o projeto de lei que veda procedimentos médicos voltados à transição de gênero em menores de 18 anos.

Com 23 votos favoráveis, a proposta, de autoria do vereador Rafael Ranalli (PL), proíbe o uso de bloqueadores hormonais, hormonioterapia cruzada e cirurgias plásticas com finalidade de redesignação sexual em crianças e adolescentes na capital.

O vereador Rafael Ranalli defendeu a medida, apesar de ter recebido parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) por suposta inconstitucionalidade.

“Existem muitos casos de crianças que fazem e se arrependem. Aí tem que fazer a redesignação de novo. É só para proibir no município de Cuiabá seguindo recomendações médicas”, declarou Ranalli, rebatendo críticas.

“Acho engraçado um grupo, que é o LGBT tomar essa briga por outras questões. A defesa é a da infância, não entra em opção sexual, ou escolha”, enfatizou.

Ranalli também abordou a questão da constitucionalidade, defendendo a pertinência da discussão em nível municipal frente à inação do Legislativo federal.

“Invariavelmente os projetos que eu apresento, eles batem nessa questão da inconstitucionalidade. A Constituição nos limita na educação, saúde, segurança, sendo assim, a gente não iria falar de quase nada. Porém, eu quero discutir sobre tudo”, argumentou o vereador.

A restrição se estende a todos os estabelecimentos de saúde, públicos e privados, e também a profissionais liberais que atuam no município.

Os procedimentos expressamente proibidos incluem a administração de hormônios sexuais cruzados, o uso de bloqueadores da puberdade para transição, cirurgias anatômicas para alterar o sexo biológico e quaisquer outras intervenções médicas com o objetivo de modificar características sexuais com base na identidade de gênero.

A única exceção prevista na lei é para tratamentos de disfunções endócrinas, genéticas ou congênitas, desde que diagnosticadas, não tendo ligação à mudança de sexo por identidade de gênero.

O projeto se alicerça em princípios bioéticos, alinhando-se a normas do Ministério da Saúde e à recente Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que já limitam esses procedimentos a adultos no Sistema Único de Saúde (SUS).

Em um desdobramento relacionado, o secretário de Esportes e Lazer de Cuiabá, Jefferson Neves, também se manifestou favoravelmente a um outro projeto de lei do vereador Ranalli, que proíbe a participação de mulheres trans em competições esportivas femininas na capital.

“Eu fui treinador a vida inteira e é uma desigualdade muito grande você colocar mulheres trans para competir com mulheres cis. São anos e anos de carga hormonal diferente”, afirmou Neves, justificando seu apoio ao texto.

Ele ainda complementa.

“Eu sou um estudioso do esporte. Para contar com o desenvolvimento dos nossos atletas nós estudamos muito. Toda a funcionalidade do corpo. É totalmente diferente as valências do corpo feminino, do corpo masculino”, concluiu Neves.

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