*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O governador Mauro Mendes (União) reforçou sua decisão de fechar o Hospital Estadual Santa Casa, em Cuiabá, e garantiu que os serviços da centenária instituição serão realocados para outras unidades. A declaração, feita na última segunda-feira, dia 07 de julho, após ser questionado sobre uma possível terceirização, ideia prontamente descartada, veio acompanhada de um tom enfático sobre a inviabilidade de manter a estrutura atual.
“Eu já falei 10 vezes, 20 vezes, sobre esse negócio. Nós alugamos um prédio, construímos uma casa nova, 100 vezes melhor do que a casa antiga, e vamos mudar todo o serviço lá para dentro”, afirmou o governador, evidenciando sua posição inabalável sobre o futuro da Santa Casa.
Desde 2019 sob a administração do Governo de Mato Grosso, a Santa Casa enfrenta um impasse financeiro significativo. O alto custo de manutenção do prédio histórico, com um aluguel mensal de aproximadamente R$ 400 mil, tem sido o principal argumento para a decisão de fechamento.
LEILÃO DO IMÓVEL E DESTINO DOS SERVIÇOS
Um dos pontos mais polêmicos é o destino do imóvel. O Estado descarta a compra do prédio e defende seu leilão como forma de quitar dívidas trabalhistas estimadas em R$ 43 milhões. Essa posição, no entanto, contraria a do Poder Legislativo e do presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Sérgio Ricardo, que defendem a aquisição ou desapropriação para preservar os serviços de saúde.
Mendes, porém, não cedeu aos apelos.
“O cidadão quer que a gente continue pagando esse aluguel? Não. Todos os serviços que temos lá hoje vão ser ampliados, melhorados em uma sede própria do governo. Ponto. É isso”, reiterou o governador durante um evento em Várzea Grande, deixando clara sua prioridade em direcionar os recursos para uma infraestrutura própria e mais eficiente.
A expectativa é que a migração dos serviços comece a ocorrer a partir de agosto de 2025, quando o Hospital Central, em Cuiabá, com obras em fase final, deve iniciar seu funcionamento parcial.

