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Leia: Jovem é condenada a 10 anos de prisão na Venezuela após criticar Maduro em rede social
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Mundo

Jovem é condenada a 10 anos de prisão na Venezuela após criticar Maduro em rede social

Jovem é condenada a 10 anos por críticas no Facebook contra militante chavista durante protestos na Venezuela. Caso levanta debate sobre liberdade.

Redação OPMT
Publicado em: 27 de junho de 2025
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4 Minutos de Leitura
Jovem é condenada a 10 anos de prisão na Venezuela após criticar Maduro em rede social
Merlys Oropeza é uma das 2400 pessoas presas pela ditadura de Maduro. Imagem: Redes Sociais.
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Jovem é condenada na Venezuela a uma pena de 10 anos de prisão por ter feito uma publicação crítica nas redes sociais durante um período de intensos protestos contra o governo de Nicolás Maduro. O caso ocorreu no estado de Monagas e reacende o debate sobre a repressão a opositores no país.

Jovem é condenada por incitação ao ódio após crítica no Facebook

Merlys Oropeza, de 25 anos, recebeu a sentença em 23 de junho de 2025, segundo uma fonte próxima ao caso. Ela foi acusada de incitação ao ódio, com base em uma lei venezuelana frequentemente usada, segundo opositores, para silenciar vozes críticas ao chavismo. A decisão foi tomada pela Justiça do estado de Monagas, no nordeste do país, mas não houve comunicado oficial por parte das autoridades judiciais.

A jovem foi presa no dia 9 de agosto de 2024, pouco tempo após publicar no Facebook uma mensagem que dizia: “Que ruim que uma pessoa dependa de uma bolsa”. A publicação, embora breve, foi interpretada como uma provocação à coordenadora local de distribuição de alimentos subsidiados pelo governo. Esta, por sua vez, denunciou Oropeza às autoridades.

Entenda o contexto da prisão e julgamento

O comentário da jovem, voltado à chamada “chefe de rua” responsável por organizar e distribuir alimentos do programa CLAP (Comitê Local de Abastecimento e Produção) foi considerado ofensivo por apoiadores do governo. A chefe comunitária entendeu a postagem como um ataque pessoal e comunicou o fato às autoridades locais, o que resultou na prisão da jovem poucos dias depois.

Sem acesso a um processo judicial amplamente divulgado, os detalhes da sentença só vieram à tona após serem repassados à imprensa por fontes próximas ao caso. Familiares da jovem optaram por não se manifestar publicamente.

Clima político tenso após reeleição de Maduro

A prisão de Oropeza se insere em um contexto político de forte tensão na Venezuela. Em julho de 2024, a reeleição do presidente Nicolás Maduro gerou protestos em todo o país, contestados por amplos setores da sociedade e por organismos internacionais. Esses protestos resultaram em 28 mortes e cerca de 200 feridos.

Segundo dados de organizações de direitos humanos, aproximadamente 2.400 pessoas foram detidas durante os protestos. A lei de incitação ao ódio, aprovada em 2017, tem sido apontada como instrumento para perseguir opositores do regime chavista.

Desabafo da jovem comove redes sociais

Durante seu período de detenção, uma carta escrita por Merlys Oropeza a seus pais foi divulgada nas redes sociais, causando grande repercussão. “Estou destruída, mãe, estou vazia, pai”, dizia um trecho da mensagem. A jovem também revelou sofrimento psicológico, afirmando: “Não encontro motivos para continuar vivendo”.

A carta expôs o impacto emocional da prisão e gerou manifestações de solidariedade dentro e fora da Venezuela, mesmo diante da ausência de um pronunciamento oficial sobre a decisão judicial.

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