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OpiniãoMT > Blog > Economia > Número de brasileiros com nome sujo bate recorde em abril de 2025, aponta SPC Brasil
Economia

Número de brasileiros com nome sujo bate recorde em abril de 2025, aponta SPC Brasil

Brasil atinge 70,29 milhões de inadimplentes em abril de 2025; alta no número de pessoas com nome sujo preocupa especialistas.

Redação OPMT
Publicado em: 19 de maio de 2025
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4 Minutos de Leitura
Número de brasileiros com nome sujo bate recorde em abril de 2025, aponta SPC Brasil
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O número de brasileiros com nome sujo atingiu um novo recorde em abril de 2025, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Com mais de 70,29 milhões de adultos negativados, o cenário revela uma crescente dificuldade da população em manter as contas em dia, mesmo com leves melhorias na renda e no emprego.

Alta na inadimplência preocupa economistas

O levantamento aponta que 43,36% da população adulta do país está inadimplente. Em comparação com abril de 2024, o número de pessoas com o nome sujo cresceu 4,59%. Já no recorte mensal, de março para abril deste ano, houve um aumento de 1,09% no total de negativados.

Segundo José César da Costa, presidente da CNDL, o principal fator para esse crescimento contínuo é a dificuldade do cidadão em fechar as contas no fim do mês. A inflação elevada de itens essenciais, o alto grau de endividamento das famílias e o custo elevado dos juros básicos são apontados como os maiores vilões do orçamento doméstico.

Entre os brasileiros com nome sujo, a maior parte está na faixa etária dos 30 aos 39 anos, totalizando 17,38 milhões de negativados. Essa faixa representa o momento da vida em que muitos acumulam responsabilidades financeiras, como educação dos filhos, aquisição de imóvel ou veículo, o que pode aumentar o risco de inadimplência.

Por outro lado, entre os idosos com mais de 85 anos, o índice de endividamento é significativamente menor, com apenas 416 mil pessoas registradas como devedoras.

Sudeste lidera em números absolutos; Centro-Oeste tem maior percentual

A região Sudeste, por ser a mais populosa do país, concentra o maior número de inadimplentes: são 30,25 milhões de pessoas com nome sujo. No entanto, em termos proporcionais, o Centro-Oeste lidera o ranking, com 46,12% da sua população adulta em situação de inadimplência.

Esses números refletem a abrangência do problema, que atinge todas as regiões brasileiras, mas com intensidades diferentes, dependendo da realidade econômica local.

De acordo com o levantamento, cada inadimplente possui, em média, débitos com 2,18 credores, totalizando uma dívida média de R$ 4.689,54. Os principais credores são instituições bancárias, seguidas por empresas do setor de serviços e comércio.

Em relação às dívidas em atraso, o crescimento foi de 8,75% em abril de 2025, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Esse dado mostra que, além de mais pessoas entrarem na lista de inadimplentes, o volume das dívidas também tem aumentado.

Especialistas defendem ações do governo e educação financeira

Roque Pellizzaro Júnior, presidente do SPC Brasil, defende que o enfrentamento da inadimplência no país exige uma atuação conjunta entre a sociedade e o governo. Ele destaca a importância de programas de educação financeira para orientar a população sobre consumo consciente e gestão do orçamento.

No entanto, Pellizzaro enfatiza que é essencial que o governo adote políticas econômicas que garantam maior estabilidade sem depender exclusivamente da elevação da taxa de juros, uma medida que, apesar de conter a inflação, prejudica o crédito e o consumo das famílias.

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