*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O vereador e ex-presidente da Câmara de Cuiabá, Chico 2000 (PL), nega a participação em suposto esquema de pagamento de propina por empresa responsável pela execução das obras do Contorno Leste a parlamentares, para aprovação de projeto enviado pela Prefeitura, ainda na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).
Operação realizada pela Delegacia de Combate à Corrupção, Deccor, investiga a denúncia. Segundo a polícia, os valores teriam sido repassados aos vereadores investigados, Sargento Joelson (PSB) e Chico 2000, para que os mesmos aprovassem a liberação de recursos por parte da gestão municipal.
O vereador Chico 2000 se pronunciou sobre o caso e afirma que “não tem qualquer participação no pagamento de dívidas do Executivo com empresas contratadas. Além disso, ele também negou que tenha beneficiado a construtora contratada para a execução da obra.
“Não sou prefeito. Não pago conta da prefeitura. Não faço as mensagens do Executivo. Elas passam por todas as comissões e são votadas em Plenário”, se explicou.
A mensagem é de autoria do ex-prefeito da capital, Emanuel Pinheiro (MDB), que na época, solicitava autorização da Câmara para parcelar débitos previdenciários e regularizar a situação fiscal do município junto à União. O projeto foi aprovado na Câmara, com 20 votos favoráveis.
Chico ainda continua:
“A Polícia tem que intimar o ex-prefeito e quem entenderem que devam, para esclarecer os fatos. Se o município deve e o serviço foi feito, tem que ser pago. Nunca interferi nas decisões de gestão”, disparou ele.
Questionado sobre sua relação com o Sargento Joelson (PSB), que também está sendo acusado pela polícia de receber propina, o vereador se limitou a dizer que “eu fui presidente da Câmara e não tive o voto deste vereador”, disse.
Por fim, Chico 2000 esclareceu que a “decisão é desproporcional, mas a contestação será feita no Judiciário”, finalizou ele.

