O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, participaram de um encontro reservado no Vaticano, no sábado (26). A reunião, que ocorreu antes do funeral do Papa Francisco, reforçou a intenção de Trump e Zelensky de avançarem nas negociações de paz em meio ao prolongado conflito entre Rússia e Ucrânia.
Encontro reservado entre Trump e Zelensky no Vaticano
Trump e Zelensky conversaram por aproximadamente 15 minutos na Basílica de São Pedro. Segundo um porta-voz de Kiev, os líderes acertaram um novo encontro para a próxima semana. Durante a conversa, não havia assessores próximos, evidenciando o caráter reservado da reunião.
Imagens divulgadas pela assessoria de Zelensky mostram os dois presidentes frente a frente em um amplo salão de mármore. Em outro registro, Trump e Zelensky aparecem acompanhados pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e pelo presidente francês, Emmanuel Macron.
Em suas redes sociais, Zelensky descreveu o encontro como positivo e simbólico, ressaltando que ambos discutiram temas de interesse para o cessar-fogo no conflito. Ele expressou otimismo quanto à possibilidade de os acordos discutidos avançarem e frisou a importância histórica que essa reunião poderá representar.
Trump e Zelensky buscam acordo de paz
A pauta principal entre Trump e Zelensky foi a busca de soluções para encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia, tema que ambos vêm debatendo há meses. O momento do encontro foi especialmente significativo, pois coincidiu com a presença de cerca de 50 chefes de Estado no Vaticano, incluindo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente argentino Javier Milei.
Durante a semana, novos sinais de abertura para negociações surgiram. O Kremlin informou que Vladimir Putin estaria disposto a retomar as negociações sem imposições prévias. O enviado americano Steve Witkoff ouviu de Putin que a Rússia mantém disposição para discutir um cessar-fogo imediato.
Em publicação no Truth Social, Trump reafirmou que não teve envolvimento direto no início da guerra, destacando que, durante sua gestão, forneceu mísseis Javelin à Ucrânia. O ex-presidente classificou o conflito como “a guerra de Joe Biden”, e atribuiu o prolongamento dos combates a falhas da atual administração americana.
Trump também condenou os recentes bombardeios russos contra civis e afirmou que medidas adicionais, como sanções bancárias mais severas, podem ser necessárias para pressionar pela paz. “Está morrendo gente demais”, afirmou Trump.
União Europeia e tensões comerciais
Paralelamente aos eventos no Vaticano, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, teve uma breve conversa com Donald Trump. De acordo com informações da Comissão, ambos concordaram em agendar um encontro futuro para tratar de assuntos pendentes, incluindo as tarifas impostas durante o mandato de Trump.
As tarifas adicionais de 25% sobre automóveis, alumínio e aço, além de uma taxa de 10% sobre outros produtos, continuam sendo motivo de tensões entre a União Europeia e os Estados Unidos. A expectativa é que as negociações futuras possam amenizar os efeitos dessas medidas protecionistas.

