Moradores de diversos bairros de Várzea Grande realizaram uma manifestação em frente à prefeitura, cobrando soluções para a crise hídrica que afeta o Município.
O protesto foi pacífico e recebido pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Samir Bosso Katumata, que representou a prefeita Flávia Moretti (PL).
Samir destacou que compreende a situação dos moradores e que a gestão municipal reconhece o direito da população de cobrar providências, como um ato democrático. Ele reforçou que a prefeita decretou estado de calamidade pública no dia 12 de fevereiro, devido ao colapso no abastecimento de água, agravado pelo sucateamento e por atos de vandalismo e sabotagens nas unidades do Departamento de Água e Esgoto (DAE). O decreto permite acelerar as medidas emergenciais para restabelecer o fornecimento de água, desburocratizando processos de compras e aquisições necessárias.
Durante o encontro, o secretário sugeriu a formação de uma comissão de moradores e vereadores para dialogar diretamente com o presidente do DAE. Os moradores aceitaram a proposta e indicaram que agendarão uma reunião para segunda-feira (17).
A moradora Evelyn Souza, do bairro São Mateus, afirmou que reconhece as dificuldades herdadas pela gestão municipal e defendeu a concessão do DAE como solução definitiva para a crise hídrica, mencionando problemas históricos relacionados à distribuição de caminhões-pipas e do próprio abastecimento.
“Sabemos que a prefeitura herdou esse problema, mas a população precisa de uma solução definitiva. A concessão do DAE, como aconteceu em Cuiabá, pode ser o caminho para garantir água para todos”.
Sobre os recentes furtos e atos de vandalismo nas unidades do DAE, Samir informou que boletins de ocorrência foram registrados e que espera a atuação da polícia para responsabilizar os culpados.
Ele garantiu que todo o secretariado municipal está mobilizado para resolver o problema com a maior celeridade possível. “Há menos de uma semana a prefeita determinou a criação de uma Comitê de Crise, justamente para que uma força-tarefa entre as secretarias municipais possa atuar de forma emergencial e com agilidade”.
*Rafaela Maximiano