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Leia: Preços dos medicamentos tiveram alta recorde de mais de 300% somente em 2024
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27 de outubro de 2026 20:44

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OpiniãoMT > Blog > Governo Lula > Preços dos medicamentos tiveram alta recorde de mais de 300% somente em 2024
Governo Lula

Preços dos medicamentos tiveram alta recorde de mais de 300% somente em 2024

Em 2024, os preços dos medicamentos registraram aumentos de até 360%. Descubra os fatores por trás desses reajustes e como isso afeta os consumidores.

Redação OPMT
Publicado em: 27 de janeiro de 2025
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4 Minutos de Leitura
Preços dos medicamentos tiveram alta recorde de mais de 300% somente em 2024
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Os preços dos medicamentos sofreram um aumento significativo em 2024, com altas que chegaram a 360%, de acordo com levantamento da CliqueFarma/Afya. Essa disparada reflete desafios econômicos, logísticos e regulatórios, impactando diretamente a população que depende desses produtos para tratamentos essenciais.

Recorde de inflação nos preços dos medicamentos

Entre os medicamentos analisados, o rivaroxabana, utilizado na prevenção e tratamento de tromboses, liderou com uma alta de 359%. Em seguida, a prednisolona, corticosteroide indicado para inflamações e doenças autoimunes, apresentou um aumento de 340%. Outro destaque foi a tadalafila, utilizada no tratamento da disfunção erétil, que subiu 328%. Esses reajustes são expressivos e chamam atenção para os desafios enfrentados pelo setor farmacêutico.

A alta nos preços dos medicamentos foi impulsionada por uma combinação de fatores econômicos e logísticos. Entre os principais motivos, destacam-se:

Inflação e câmbio: A desvalorização da moeda e o aumento nos custos de produção contribuíram para a elevação dos preços.

Cadeia de suprimentos: Problemas na logística global afetaram a distribuição e o acesso aos insumos necessários para a fabricação de medicamentos.

Alta demanda: Produtos essenciais para condições críticas apresentaram pouca concorrência, o que também influenciou os preços finais.

Segundo a CliqueFarma/Afya, medicamentos para condições graves são particularmente suscetíveis às variações de custo, pois a demanda constante e a urgência de tratamento deixam os pacientes vulneráveis aos reajustes.

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) autorizou em 2024 um reajuste de até 4,5% nos preços, considerando indicadores como inflação, produtividade industrial, variação cambial e tarifas de energia elétrica. Apesar disso, os aumentos registrados em alguns medicamentos ultrapassaram amplamente o índice permitido, destacando a pressão de fatores externos sobre os preços regulados. Essa discrepância entre o que é permitido pela regulação e os valores praticados no mercado reforça os desafios para manter o controle no setor farmacêutico.

Acesso a Medicamentos pelo SUS

Além dos aumentos de preço, há também um problema significativo relacionado à distribuição de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Uma análise recente revelou que, desde 2018, 76 medicamentos e procedimentos aprovados para incorporação não foram disponibilizados. Entre eles, está a insulina análoga de longa ação, essencial para pacientes com diabetes tipo 1, que deveria estar disponível desde 2019, mas permanece inacessível mais de dois mil dias após a sua aprovação.

Dos 76 itens pendentes, 64 ultrapassaram o prazo legal de 180 dias para distribuição. Isso inclui medicamentos para o tratamento de câncer, diabetes, hepatites e doenças ginecológicas, além de exames e implantes. O problema atravessa gestões e segue sem solução definitiva, mesmo sob a liderança da atual ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Impactos para os Pacientes

Esses desafios afetam diretamente os pacientes que dependem do acesso público ou privado aos medicamentos. A alta dos preços limita o acesso da população de baixa renda a tratamentos essenciais, enquanto a falta de distribuição pelo SUS compromete a saúde de milhões de brasileiros. 

A combinação de fatores econômicos, logísticos e regulatórios coloca em xeque a eficácia das políticas públicas de saúde e a capacidade de resposta do setor farmacêutico.

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