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OpiniãoMT > Blog > Política > Governadores se articulam contra decreto de Lula sobre uso da força policial
Política

Governadores se articulam contra decreto de Lula sobre uso da força policial

Decreto de Lula sobre força policial gera críticas de governadores e ações no Congresso e STF, destacando disputas sobre segurança pública no Brasil.

Redação OPMT
Publicado em: 27 de dezembro de 2024
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3 Minutos de Leitura
Governadores se articulam contra decreto de Lula sobre uso da força policial
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil.
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O decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicado na véspera de Natal, trouxe mudanças significativas no uso da força policial no Brasil, desencadeando um novo embate político. Governadores criticaram a medida, apontando invasão de competências estaduais, e ações já estão sendo articuladas no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Congresso Nacional.  

Medidas do decreto e a polêmica

O decreto assinado por Lula estabelece que o uso de armas de fogo pelos policiais deve ocorrer apenas como último recurso, em situações de risco pessoal. Além disso, o uso da força física deve ser minimizado, e os agentes deverão passar por capacitação específica para se adequarem às novas diretrizes.  

As mudanças geraram insatisfação entre governadores, que enxergam a medida como uma imposição unilateral. O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou que o decreto foi publicado sem diálogo prévio com os estados e anunciou que buscará medidas judiciais para questionar sua legalidade. Segundo ele, o texto contraria a Constituição, que delega aos estados a competência sobre a segurança pública.  

Repasses do Fundo Nacional de Segurança Pública

Um dos pontos centrais da controvérsia é a vinculação do cumprimento das medidas do decreto ao acesso dos estados aos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). Esses repasses, provenientes das loterias federais, são destinados a projetos de combate ao crime organizado, defesa patrimonial e enfrentamento à violência contra a mulher, entre outros.  

Para o ano de 2025, o fundo contará com aproximadamente R$ 1,1 bilhão. Governadores como Ronaldo Caiado, de Goiás, criticaram a condicionalidade dos repasses, classificando-a como uma forma de “chantagem” do governo federal para obrigar os estados a seguirem as diretrizes impostas.  

Especialistas ouvidos sobre o tema concordam que a pressão financeira é uma estratégia para induzir o cumprimento das regras, mesmo que a adesão não seja tecnicamente obrigatória.   

Os críticos do decreto argumentam que as mudanças podem gerar insegurança jurídica para os policiais no exercício de suas funções e enfraquecer o combate ao crime organizado. Além disso, a necessidade de capacitação específica para o uso das novas diretrizes pode causar desafios operacionais, especialmente em estados com recursos mais limitados.  

Por outro lado, defensores do decreto destacam a importância de modernizar a atuação policial e priorizar métodos menos letais. A medida é vista como uma tentativa de alinhar o Brasil às diretrizes internacionais de direitos humanos e de valorização da vida.

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