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Leia: Pela primeira vez, desde sua criação em 1994, dólar ultrapassou os R$ 6,00
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21 de outubro de 2026 20:37

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OpiniãoMT > Blog > Economia > Pela primeira vez, desde sua criação em 1994, dólar ultrapassou os R$ 6,00
Economia

Pela primeira vez, desde sua criação em 1994, dólar ultrapassou os R$ 6,00

Dólar ultrapassa R$ 6,00, atingindo recorde histórico com impacto das medidas fiscais do governo e reforma do Imposto de Renda.

Redação OPMT
Publicado em: 28 de novembro de 2024
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3 Minutos de Leitura
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O dólar ultrapassou os R$ 6,00 nesta quinta-feira (28), esta é primeira vez que a moeda brasileira se desvaloriza tanto desde sua circulação em 1994. O salto da moeda ocorreu após o anúncio de um pacote de contenção de gastos pelo governo, acompanhado de uma inesperada reforma do Imposto de Renda (IR). Às 13h37, a moeda norte-americana registrava alta de 1,52%, sendo negociada a R$ 6,003 na venda, marcando um patamar histórico e gerando fortes reações do mercado.

Dólar ultrapassou os R$ 6,00 e aterrorizou o mercado

No início do dia, às 9h10, o dólar comercial já indicava alta de 1,01%, cotado a R$ 5,970 na compra e R$ 5,972 na venda. Durante a manhã, atingiu a máxima de R$ 5,999. No mercado futuro da B3, o contrato com vencimento mais próximo também refletiu o clima de apreensão, registrando avanço de 0,60%, atingindo 5.995 pontos.

Em resposta à instabilidade, o Banco Central (BCB) anunciou um leilão de até 15.000 contratos de swap cambial tradicional, visando a rolagem de vencimentos de janeiro de 2025. A estratégia busca minimizar as pressões sobre a moeda e fornecer liquidez ao mercado em meio às incertezas econômicas.

O mercado está reagindo ao pacote fiscal apresentado nesta quarta-feira (28) e detalhado nesta quinta-feira (29), visa uma economia de R$ 71,9 bilhões entre 2025 e 2026, com projeção de impacto de R$ 327 bilhões até 2030. Apesar do objetivo de fortalecer as contas públicas, o anúncio provocou uma reação negativa no mercado, devido à inclusão de medidas que não haviam sido previamente sinalizadas, como alterações nas regras do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O governo propôs a vedação de deduções de renda que não estejam previstas em lei e a inclusão de rendas de cônjuge, companheiro não coabitante e familiares como critérios para acesso ao benefício. A surpresa na divulgação dessas alterações gerou dúvidas sobre a transparência e o compromisso do governo em manter o equilíbrio fiscal.

Reforma do Imposto de Renda eleva preocupações

A reforma do IR, apresentada em conjunto com o pacote de contenção de gastos, ampliou as incertezas. Entre as mudanças, está a isenção para rendas de até R$ 5 mil, medida que foi recebida com ceticismo por analistas. 

Eles apontam que essa decisão pode comprometer ainda mais a capacidade de arrecadação do governo, especialmente em um momento que exige medidas rigorosas para o ajuste fiscal.

Segundo especialistas ouvidos pelo OpiniãoMT, o mercado já aguardava com apreensão as novas diretrizes fiscais, previstas inicialmente para após o segundo turno das eleições municipais. A combinação de uma reforma tributária inesperada com medidas de contenção de gastos amplificou o nervosismo, levando à alta do dólar e à retração de investimentos.

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