*Sêmia Mauad/ Opinião MT
O deputado estadual, Gilberto Cattani, vai passar por audiência de conciliação nos próximos dias para definir a guarda dos filhos de Raquel Cattani, assassinada covardemente a mando do ex-marido, Romero Xavier.
“Eles estão sem mãe e sem pai, ficaram órfãos, então pedimos a guarda. Essa semana foi marcada uma audiência de conciliação com o camarada”, disse em entrevista coletiva.
Cattani ainda disse que não foi agendada a data do julgamento dos suspeitos pelo assassinato da filha e que a família ainda aguarda. O pai de Raquel também afirmou que as leis do país são brandas.
“Isso nos deixa num vácuo. Ninguém está nem aí para a vítima. As leis do nosso país são frouxas, baixas, inúteis e nunca defendem a vítima, defendem o criminoso. Então, nós temos que mudar a legislação como um todo. Não estou aqui falando da Justiça, ela cumpre a lei e a lei dá todas essas prerrogativas”, ressaltou o deputado.
O assassinato de Raquel Cattani, segundo a polícia foi premeditado pelo ex-marido da vítima, Romero Xavier. Ele “encomendou” a morte dela ao irmão dele, Rodrigo Xavier, que cometeu o homicídio.
A produtora de queijos foi morta a facadas no dia 19 de julho, na casa onde vivia com os dois filhos, um menino de 6 anos e uma menina de 3 anos, na zona rural de Nova Mutum.
No dia que o corpo da vítima foi encontrado, Romero chegou a ir até o local do crime, na tentativa de despistar a polícia. Prestou solidariedade a família. No velório de Raquel também estava ele, chorando ao lado do caixão.
Romero chegou a criar álibis no dia do crime para tentar se desvencilhar do crime. Rodrigo teria levado pertences da casa da vítima para forjar um possível roubo seguido de morte.
No local do crime, a polícia encontrou uma televisão quebrada, e a moto da vítima havia sido levada. O veículo depois foi encontrado descartado em um rio, em Lucas do Rio Verde.
Na casa de Rodrigo ainda foram encontrados pertences pessoais de Raquel como perfumes.